25 de junho de 2026

Débitos da Americanas chegam a R$ 41,056 bilhões

Empresa deve a 7.967 credores como bancos, trabalhadores e empresas; dados foram apresentados à 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro
Lojas Americanas seguem em atividade mesmo com recuperação judicial e rombo. Imagem: Flávya Pereira/Money Times

A Americanas tem uma dívida de R$ 41,235 bilhões junto a 7.967 credores, segundo dados apresentados pela própria empresa à 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro.

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Desse total, R$ 41,056 bilhões correspondem à classe quirografários (crédito sem garantia), enquanto R$ 109,484 milhões são devidos à classe de empresas de pequeno porte. O endividamento trabalhista soma R$ 64,8 milhões.

O documento também lista os principais credores da empresa: a maior dívida com bancos é com o Deutsche Bank, que soma US$ 1 bilhão – cerca de US$ 5,2 bilhões.

A varejista também contabiliza dívidas com Bradesco (R$ 4,5 bilhões), BTG (R$ 3,5 bilhões), Banco do Brasil (R$ 1,36 bilhão), Safra (R$ 2,5 bilhão), Santander Brasil (R$ 3,6 bilhão), Votorantim (R$ 3,3 bilhão) e Itaú (R$ 2,7 bilhões), entre outros.

As informações são do jornal Folha de São Paulo

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Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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1 Comentário
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  1. José Carvalho

    26 de janeiro de 2023 5:30 pm

    Claro que é inimaginável que alguém vá comprar algum negócio pensando premeditadamente em preparar e dar uma espécie de grande golpe. Essa análise leva a refletir o momento em que a Lojas Americanas passou a dar ruim, na linguagem popular. Dívidas bancárias são feitas para reestruturação ou para investimento no crescimento e expansão. Como os bancos sabem informações de crédito uns dos outros, não dá pra entender que volumes que ultrapassam bilhões de reais, passassem desapercebido. A coisa foi degringolando até ficar sem saída, dentro dessa gangorra que é a economia brasileira e das próprias empresas que se acostumaram aos movimentos que como falou o Beto Sicupira, o Brasil é isso aí mesmo, pode subir uma margem, descer uma margem e não vai sair disso, podendo até crescer mais do que está, mas… Chegar a esse ponto não foi de uma hora para outra. Quando algo não está funcionando bem você tenta mudar, fazer alguma coisa pra alterar o rumo. Aqui no Brasil é impressionante como há dificuldade de tomar decisões. As coisas afundando e não se faz nada, até que o engenhoso “jeitinho” acontece. Você quer salvar o “seu”. A evolução desse montante deve ser algo interessante de saber, para entender como chegou até a situação em que está agora.

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