A taxa de desocupação no mercado de trabalho brasileiro chegou a 6,1% no total acumulado no primeiro trimestre em relação ao quarto trimestre de 2025, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
As maiores taxas de desocupação foram no Amapá (10,0%), Alagoas (9,2%), Bahia (9,2%), Pernambuco (9,2%) e Piauí (8,9%). Já as menores foram em Santa Catarina (2,7%), Mato Grosso (3,1%), Espírito Santo (3,2%), Paraná (3,5%) e Rondônia (3,7%).
De acordo com o IBGE, a desocupação historicamente avança no primeiro trimestre por cota da dispensa dos trabalhadores temporários, pelo recuo do setor do comércio ou pelo encerramento de contratos temporário nas atividades de Educação e Saúde no setor público municipal.
Número de pessoas em busca de trabalho há dois anos ou mais caiu 21,7%
No primeiro trimestre, 1,1 milhão de pessoas buscavam por trabalho há dois anos ou mais, o que representa um recuo de 21,7% em relação ao primeiro trimestre de 2025, quando 1,4 milhão de pessoas estavam nessa condição.
Já 1,4 milhão de pessoas buscavam por trabalho há menos de um mês. Esse contingente caiu 14,7% ante o mesmo trimestre de 2025, quando 1,6 milhão de pessoas buscavam uma ocupação há menos de um mês.
A taxa de desocupação por sexo foi de 5,1% para os homens e 7,3% para as mulheres no primeiro trimestre de 2026. Já a taxa de desocupação por cor ou raça ficou abaixo da média nacional (6,1%) para os brancos (4,9%) e acima para os pretos (7,6%) e pardos (6,8%).
A taxa de desocupação para as pessoas com ensino médio incompleto (10,8%) superava as taxas dos demais níveis de instrução. Para as pessoas com nível superior incompleto, a taxa foi de 7%, quase o dobro da verificada para o nível superior completo (3,7%).
Rendimento médio fica estável em três regiões
No primeiro trimestre de 2026, o rendimento médio real de todos os trabalhos, habitualmente recebido por mês, pelas pessoas de 14 anos ou mais de idade, ocupadas na semana de referência, com rendimento de trabalho, foi estimado em R$ 3.722, acima do visto no trimestre imediatamente anterior (R$ 3.662) e na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior (R$ 3.527).
Na comparação com o quarto trimestre de 2025, as regiões Nordeste (R$ 2.616) e Centro-Oeste (R$ 4.379) foram as únicas com expansão do rendimento, enquanto as demais permaneceram estáveis. Em relação ao primeiro trimestre de 2025, houve estabilidade do rendimento médio no Norte e elevação nas demais regiões.
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