A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,2% no trimestre móvel encerrado em novembro, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgados nesta terça-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice é o menor de toda a série histórica, iniciada em 2012.
O resultado representa uma queda de 0,4 ponto percentual em relação ao trimestre anterior, encerrado em agosto, quando a taxa era de 5,6%. Na comparação com o mesmo período de 2024, a desocupação recuou 0,9 ponto percentual, já que o índice era de 6,1%.
Com isso, o número de pessoas desempregadas no país caiu para 5,6 milhões, o menor já registrado pela pesquisa. Em relação ao trimestre anterior, houve redução de 7,2%, enquanto na comparação anual a queda foi de 14,9%, o que corresponde a 988 mil pessoas a menos sem trabalho. O maior contingente de desocupados da série ocorreu no auge da pandemia de covid-19, no trimestre encerrado em março de 2021, quando o país somava 14,9 milhões de pessoas sem emprego.
Ao mesmo tempo, o mercado de trabalho atingiu novos recordes de ocupação. A população ocupada chegou a cerca de 103 milhões de pessoas, o maior número da série histórica, com crescimento de 0,6% no trimestre e de 1,1% na comparação anual, o equivalente à criação de aproximadamente 1,1 milhão de postos de trabalho em um ano.
O nível da ocupação, proporção de pessoas de 14 anos ou mais que estão trabalhando, alcançou 59%, também o maior patamar já registrado pela Pnad Contínua. O avanço foi de 0,2 ponto percentual frente ao trimestre anterior.
A força de trabalho no país, que reúne ocupados e desempregados, somou 108,7 milhões de pessoas, enquanto a população fora da força de trabalho foi estimada em 66 milhões, ambos sem variação significativa no período.
Outro indicador que apresentou melhora foi a taxa de subutilização da força de trabalho, que reúne desempregados, pessoas que gostariam de trabalhar mais horas e aquelas que desistiram de procurar emprego. O índice caiu para 13,5%, o menor da série histórica, atingindo 15,4 milhões de pessoas.
O levantamento também mostrou recorde no número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado, que chegou a 39,4 milhões. Na comparação anual, o avanço foi de 2,6%, com a inclusão de cerca de 1 milhão de pessoas. Já o número de empregados sem carteira assinada ficou em 13,6 milhões, estável no trimestre e com queda de 3,4% em relação a 2024.
Outros recordes foram observados entre os trabalhadores do setor público, que somaram 13,1 milhões, e entre os trabalhadores por conta própria, que chegaram a 26 milhões. O setor privado, como um todo, registrou 52,7 milhões de empregados, o maior número da série.
A taxa de informalidade ficou em 37,7% da população ocupada, o equivalente a 38,8 milhões de pessoas. Já a população desalentada recuou para 2,6 milhões, o menor nível desde o trimestre encerrado em dezembro de 2015.
Além do avanço do emprego, os rendimentos também atingiram patamares recordes. O rendimento real habitual médio subiu 1,8% em relação ao trimestre anterior e alcançou R$ 3.574. Na comparação anual, a alta foi de 4,5%. A massa de rendimento real habitual chegou a R$ 363,7 bilhões, com crescimento de 2,5% no trimestre e de 5,8% em um ano.
Segundo o IBGE, o desempenho reflete um mercado de trabalho aquecido, com geração de vagas e aumento da renda, sem pressão inflacionária significativa no período.
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