Jornal GGN – A Dívida Pública Federal (DPF) aumentou 5,8% durante o ano de 2013, chegando a R$ 2,123 trilhões, segundo informações divulgadas pelo Tesouro Nacional. Esta variação deveu-se à emissão líquida, no valor de R$ 31,53 bilhões e à apropriação positiva de juros, no valor de R$ 21,83 bilhões. Apenas em relação a novembro, o aumento correspondeu a 2,58%.
Em dezembro, a dívida pública mobiliária – em títulos públicos – interna (DPMFi) subiu 2,83%, passando de R$ 1,972 trilhão em novembro para R$ 2,028 trilhões no mês passado. Isso ocorreu porque, em dezembro, o Tesouro emitiu R$ 37,2 bilhões em títulos a mais do que resgatou. Além disso, reconheceu R$ 18,75 bilhões em juros. O reconhecimento ocorre porque a correção que o Tesouro se compromete a pagar aos investidores é incorporada gradualmente ao valor devido.
Contudo, a dívida pública externa (DPFe) caminhou na direção oposta e caiu 2,61% de novembro para dezembro, de R$ 97,22 bilhões para R$ 94,68 bilhões. A queda ocorreu apesar da alta de 0,76% do dólar no mês passado.
A DPMFi teve seu estoque ampliado em 2,83%, ao passar de R$ 1,972 trilhão para R$ 2,028 trilhões, devido à emissão líquida, no valor de R$ 37,16 bilhões, e à apropriação positiva de juros, no valor de R$ 18,75 bilhões. Com relação ao estoque da DPFe, houve redução de 2,61% sobre o estoque apurado no mês de novembro, encerrando dezembro em R$ 94,68 bilhões (US$ 40,42 bilhões), sendo R$ 85,39 bilhões (US$ 36,45 bilhões) referentes à dívida mobiliária e R$ 9,29 bilhões (US$ 3,97 bilhões), à dívida contratual.
Esse foi o terceiro mês consecutivo em que a DPF ultrapassou o nível de R$ 2 trilhões. Em dezembro do ano passado, o estoque havia ficado acima desse valor, mas caiu nos meses seguintes e oscilou em torno de R$ 1,9 trilhão durante boa parte do ano. Mesmo assim, o estoque da Dívida Pública Federal encerrou 2013 dentro da faixa de R$ 2,1 trilhões a R$ 2,24 trilhões estabelecida pelo Plano Anual de Financiamento (PAF).
No mês de dezembro, as emissões da DPF corresponderam a R$ 45,25 bilhões, enquanto os resgates alcançaram R$ 13,72 bilhões, resultando em emissão líquida de R$ 31,53 bilhões, sendo R$ 37,16 bilhões referentes à emissão líquida da DPMFi e R$ 5,63 bilhões referentes ao resgate líquido da DPFe.
O prazo médio da DPF caiu de 4,27 anos, em novembro, para 4,18 anos, em dezembro. O prazo médio da DPMFi diminuiu, ao passar de 4,15 anos para 4,06 anos. Já o prazo médio da DPFe passou de 6,79 anos para 6,76 anos. A vida média da DPF, a qual indica o prazo remanescente apenas do principal da dívida pública, passou de 6,81 anos, em novembro, para 6,72 anos, em dezembro.
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