A economia dos Estados Unidos cresceu a uma taxa anualizada de 3,4% no terceiro trimestre de 2026, acelerando em relação aos 2,2% registrados no trimestre anterior.
Os dados divulgados pelo Departamento de Comércio superaram as expectativas dos economistas, que projetavam expansão de aproximadamente 3,2%.
De acordo com o site Axios, o avanço foi sustentado pelo consumo das famílias e pelos investimentos empresariais, especialmente em equipamentos de informática e tecnologias ligadas à inteligência artificial (IA). O desempenho indica resiliência da atividade econômica norte-americana, apesar da guerra com o Irã e dos preços elevados da energia.
O consumo das famílias avançou a uma taxa anualizada de 3,8%, mantendo o ritmo do segundo trimestre e contribuindo com 2,5 pontos percentuais para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). Os gastos com saúde, restaurantes e hotéis ajudaram a impulsionar o resultado.
Os investimentos empresariais cresceram quase 13%, no maior avanço desde 2020, durante a recuperação econômica após o início da pandemia. A expansão foi liderada por equipamentos de informática e tecnologias associadas à infraestrutura de inteligência artificial.
Já o indicador que mede as vendas finais reais para compradores privados domésticos e exclui comércio exterior, estoques e gastos do governo, avançou 4,9% em ritmo anualizado. Foi o maior crescimento desse componente em cinco anos, sinalizando força da demanda privada interna.
Em contrapartida, o comércio exterior retirou 3,3 pontos percentuais do crescimento, diante do aumento das importações e da queda das exportações. A expansão dos investimentos em inteligência artificial também contribuiu para elevar a demanda por chips importados.
Inflação desacelera, mas custo de vida segue pressionando famílias
O crescimento econômico veio acompanhado de desaceleração de alguns indicadores de inflação. O índice de preços de gastos com consumo pessoal (PCE), medida acompanhada pelo Federal Reserve (Fed), avançou a uma taxa anualizada de 2,1% no terceiro trimestre, abaixo dos 5% registrados no trimestre anterior. O núcleo do indicador, que exclui alimentos e energia, desacelerou de 3,3% para 2,5%.
Os dados mensais, porém, apontam persistência das pressões sobre os preços. Em setembro, o PCE subiu 0,5%, ante 0,3% em agosto. Na comparação anual, a inflação medida pelo indicador acelerou de 3,4% para 3,6%, enquanto o núcleo passou de 3% para 3,1%.
Divulgado poucos dias antes das eleições legislativas de meio de mandato, o resultado oferece ao presidente Donald Trump um argumento favorável à sua política econômica, embora o crescimento agregado não elimine a insatisfação dos consumidores com os preços.
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