4 de junho de 2026

Em dia movimentado, bolsa fecha em alta de 0,32%

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Jornal GGN – A bolsa brasileira fechou o dia em leve alta, mesmo com a perda do grau de investimento anunciado pela agência de classificação de risco Fitch Ratings, uma vez que tal medida já era aguardada por vários analistas. O Ibovespa (índice da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo) terminou o dia em alta de 0,32%, aos 45.015 pontos e com um volume negociado de R$ 22,474 bilhões.

O dia foi de importantes acontecimentos para o mercado ao longo do dia. A Fitch Ratings oficialmente retirou o selo de bom pagador do Brasil, o que significa que há mais risco de o país dar um calote. Segundo comunicado divulgado, fatores como a recessão mais profunda do que o previsto e a dificuldade que o quadro fiscal e o aumento das incertezas políticas trazem à capacidade do governo de estabilizar a dívida pública.

Além da Fitch, a Standard & Poor’s já tinha cortado a nota brasileira em setembro, e como muitos fundos só podem investir em ativos que possuam selo de grau de investimento com duas agências, existe a possibilidade de retirada de recursos do país.

Além disso, a Comissão Mista de Orçamento aprovou emenda reduzindo a meta de superavit primário de 0,7% para 0,5% do PIB (Produto Interno Bruto) de 2016. Contudo, a proposta de usar abatimentos para zerar a meta foi descartada.  Os investidores também esperavam pela sessão do STF (Supremo Tribunal Federal) que define as regras do procedimento de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff.

Em termos acionários, a alta de hoje foi puxada, principalmente, pelo desempenho positivo das ações da Vale e do banco Bradesco.  As ações ordinárias da Vale (VALE3) avançaram 2,87%, a R$ 13,25, enquanto as preferenciais (VALE5) ganharam 1,95%, a R$ 10,48. Os papéis do Bradesco (BBDC4) fecharam em alta de 0,87%, a R$ 20,95.

Toda essa movimentação também atingiu o câmbio. O dólar comercial operou em alta ao longo do dia e chegou a encostar em R$ 3,97 após a decisão da Fitch Ratings, mas em seguida perdeu o ritmo e fechou o dia com valorização de 1,24%, a R$ 3,925 na venda. É o maior valor de fechamento desde 21 de outubro, quando o dólar fechou a R$ 3,943.

O Banco Central também deu continuidade à rolagem dos swaps cambiais (equivalentes à venda futura de dólares) com vencimento em janeiro, com oferta de até 11.260 contratos. Até agora, o BC já rolou o equivalente a US$ 6,565 bilhões, ou aproximadamente 61% do lote total, que corresponde a US$ 10,694 bilhões.

Além dos eventos relacionados ao cenário doméstico, as operações cambiais foram afetadas pela reunião do Federal Reserve (o Banco Central dos Estados Unidos), uma vez que a expectativa era pelo aumento dos juros no país. A decisão – que se confirmou com o aumento para 0,25% das taxas norte-americanas – foi divulgada após o fechamento dos negócios no Brasil.

Para quinta-feira, os agentes esperam pela publicação do IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor, medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), as pesquisas mensais de emprego e de serviços apuradas pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), e as sondagens industriais, da construção e o índice de confiança do empresário industrial, todos divulgados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). No setor externo, destaque para a pesquisa de sentimento econômico na Alemanha, vendas no varejo do Reino Unido; pedidos semanais de seguro-desemprego, índice de atividade, dados de conta corrente e indicadores antecedentes nos Estados Unidos.

 

(Com Reuters)

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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1 Comentário
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  1. junior50

    16 de dezembro de 2015 10:14 pm

    After

    Virou após o inicio da leitura do Fachin, que para o mercado apontaram para a sequencia do processo de impedimento.

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