
Jornal GGN – O total do pessoal ocupado assalariado na indústria mostrou queda de 0,7% em outubro frente ao patamar do mês imediatamente anterior, na série livre de influências sazonais, apresentando assim seu décimo resultado negativo consecutivo, com perda acumulada de 6,8% no período, segundo dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Com esses resultados, o índice de média móvel trimestral apontou variação negativa de 0,7% no trimestre encerrado em outubro de 2015 frente ao patamar assinalado no mês anterior, e manteve a trajetória descendente iniciada em abril de 2013.
Na comparação com igual mês do ano anterior, o emprego industrial mostrou queda de 7,2 %, em outubro de 2015, quadragésimo nono resultado negativo consecutivo nesse tipo de confronto e o mais intenso da série histórica (dezembro de 2000).
O contingente de trabalhadores apontou redução nos dezoito ramos pesquisados, com destaque para as pressões negativas vindas de meios de transporte (-13,4%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-15,2%), máquinas e equipamentos (-10,1%), produtos de metal (-11,2%), borracha e plástico (-11%), alimentos e bebidas (-2,2%), outros produtos da indústria de transformação (-10,6%), vestuário (-7,2%), produtos têxteis (-10,2%), minerais não-metálicos (-8%), metalurgia básica (-8,3%), calçados e couro (-5,7%), papel e gráfica (-3,3%), indústrias extrativas (-4,9%) e madeira (-5%).
No índice acumulado no ano, o total do pessoal ocupado na indústria caiu 5,9%, ritmo de queda mais acentuado do que o observado no primeiro semestre do ano (-5,2%), ambas as comparações contra iguais períodos do ano anterior, com taxas negativas nos dezoito setores investigados.
As contribuições negativas mais relevantes sobre a média nacional vieram de meios de transporte (-10,9%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-13,5%), produtos de metal (-10,6%), máquinas e equipamentos (-7,8%), alimentos e bebidas (-2,4%), outros produtos da indústria de transformação (-9,4%), vestuário (-5,7%), calçados e couro (-7,0%), metalurgia básica (-7,1%), borracha e plástico (-4,1%), produtos têxteis (-5%), minerais não-metálicos (-3,8%), papel e gráfica (-3,4%) e indústrias extrativas (-4,6%).
O acumulado nos últimos doze meses, ao recuar 5,6% em outubro de 2015, assinalou o resultado negativo mais intenso desde o início da série histórica e manteve a trajetória descendente iniciada em setembro de 2013 (-1%).
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