21 de maio de 2026

“Estamos falando de justiça tributária”, diz Haddad sobre PL do Imposto de Renda

Ministro da Fazenda detalha projeto enviado ao Congresso Nacional que isenta de IR quem recebe até R$ 5 mil por mês
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, participa do programa "Bom Dia, Ministro". Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O projeto de lei encaminhado ao Congresso Nacional que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) abre espaço para que se comece a debater justiça tributária, segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

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“O que nós estamos fazendo é justamente justiça social. Você está cobrando 10%, que é o que a classe média paga de imposto de renda, e chega até 27,5%. Mas eu estou falando de pessoas que ganham R$ 5 mil, R$ 6 mil, R$ 7 mil reais. A alíquota efetiva delas é de cerca de 10%, contra um super rico que não paga isso”, disse o ministro durante o programa Bom Dia Ministro desta quinta-feira (20/03).

“(…) É o começo de uma discussão que o Brasil vai ter que fazer durante muitos anos, de buscar justiça tributária. O grande mérito dessa proposta é que ela abre uma avenida para a gente discutir justiça tributária”, afirmou Haddad.

Se aprovado no Legislativo ainda este ano, quem ganha até R$ 5 mil por mês não vai mais pagar Imposto de Renda a partir de 2026, o que deve favorecer cerca de 10 milhões de pessoas.

Segundo a Receita Federal, 90% dos brasileiros que pagam Imposto de Renda (cerca de 90 milhões de cidadãos) estarão na faixa da isenção total ou parcial e 65% dos declarantes do IRPF (mais de 26 milhões) serão totalmente isentos. Hoje, a faixa de isenção vai até R$ 2.259,20. Além disso, o texto prevê desconto parcial para quem ganha entre R$ 5 mil e R$ 7 mil.

Tributação dos mais ricos

Além da isenção para quem ganha até R$ 5 mil por mês, o projeto que está no Congresso Nacional prevê a tributação mínima para altas rendas e para dividendos do exterior. Como forma de compensar a perda de receitas que o aumento da isenção trará, o governo irá propor um imposto mínimo de até 10% para quem ganha mais de R$ 50 mil por mês, o equivalente a R$ 600 mil por ano.

A tributação mínima das altas rendas possibilitará uma ampliação de receita de R$ 25,22 bi, além de R$ 8,9 bi adicionais da tributação de 10% na remessa de dividendos para o exterior (apenas para domiciliados no exterior). Segundo Haddad, a proposta tem objetivo de alcançar a justiça social e tributária.

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Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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1 Comentário
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  1. Fábio de Oliveira Ribeiro

    20 de março de 2025 6:38 pm

    Juros estratosfericos fixados pelo BC para agradar rentistas bilionários. Isenção de IR e garantia de empréstimo com juros baixos para quem na verdade não tem renda. Essa cidadania bipartida caracteriza o feudalismo financeirizado brasileiro que a imprensa chama de socialismo do PT. Estamos fodidos, continuaremos mal pagos e endividados, muitos ficarão desempregados. O governo Lula caiu, mas ele ficará no cargo.

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