29 de junho de 2026

Estudo mostra avanço do emprego entre jovens, mas alerta para baixa permanência e salários reduzidos

Levantamento do Ministério do Trabalho revela que 6,2 milhões de jovens não estudam nem trabalham; maioria ocupa vagas de baixa qualificação; veja íntegra
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Jovens entre 14 e 24 anos no Brasil somam 32,9 milhões; 13,9 milhões estão ocupados e 6,2 milhões nem estudam nem trabalham.
Desemprego jovem caiu para 13,8% em 2026, mas permanece alto; formalização aumentou para 57,8% e informalidade diminuiu.
Maioria dos jovens tem empregos de baixa qualificação, alta rotatividade e salários baixos, com dificuldades para estabilidade.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

A inserção dos jovens brasileiros no mercado de trabalho apresentou melhora nos últimos anos, com queda do desemprego, avanço da formalização e recuperação do número de ocupados acima do período pré-pandemia. Apesar desse cenário positivo, a permanência no emprego, a baixa remuneração e a concentração em ocupações de pouca qualificação continuam sendo os principais desafios para a juventude no país.

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Estudo elaborado pela Secretaria de Estatísticas e Estudos do Trabalho (SEET), do Ministério do Trabalho e Emprego, mostra que o Brasil possui 32,9 milhões de pessoas entre 14 e 24 anos, o equivalente a 15,4% da população.

Desse total, 13,9 milhões estão ocupados, enquanto 6,2 milhões não estudam nem trabalham — grupo que representa 18,7% dos jovens e permanece como um dos maiores desafios das políticas públicas voltadas à juventude.

Denominado “Os jovens no Brasil: Permanências e necessidades de mudança”, o documento destaca que a escolarização segue predominante entre essa parcela da população. Cerca de 52% dos jovens continuam estudando, seja exclusivamente ou conciliando escola e trabalho.

Além disso, 73% já concluíram pelo menos o ensino médio, 2,3 milhões frequentam o ensino superior e quase 1 milhão já possui diploma universitário.

Mercado melhora, mas entrada ainda é difícil

A taxa de desemprego entre jovens de 18 a 24 anos caiu significativamente desde o pico registrado em 2021 e atingiu 13,8% no primeiro trimestre deste ano. Apesar da melhora, o percentual continua sendo mais que o dobro da média nacional, de 5,8%, evidenciando que o primeiro emprego ainda representa uma barreira importante para essa faixa etária.

Ao mesmo tempo, o número de jovens ocupados superou em 569 mil pessoas o nível observado antes da pandemia, alcançando 13,9 milhões de trabalhadores entre adolescentes e jovens adultos. A formalização também avançou: atualmente, 57,8% dos jovens ocupados possuem vínculo formal de trabalho, o maior patamar da série recente.

Outro indicador positivo é a redução da informalidade. Entre os jovens de 18 a 24 anos, a taxa caiu de 44,3% para 39,4%, enquanto entre adolescentes de 14 a 17 anos recuou de 80% para 72,8%, embora permaneça elevada nessa faixa etária.

Permanecer no emprego é o novo desafio

Segundo o estudo, a dificuldade deixou de ser apenas conseguir uma vaga. O maior obstáculo passou a ser construir uma trajetória profissional estável.

Mais da metade dos adolescentes empregados permanece menos de um ano no mesmo trabalho. Entre os jovens de 18 a 24 anos, essa proporção chega a 38,2%, refletindo elevada rotatividade, salários reduzidos e ocupações de baixa qualificação.

Essa realidade aparece também no perfil das ocupações. Cerca de 84% dos jovens trabalham em funções generalistas, que não exigem formação técnica ou superior, enquanto apenas um em cada sete ocupa cargos especializados. A maioria recebe até um salário e meio mínimo e está concentrada em atividades como vendas, atendimento e serviços administrativos.

O levantamento destaca a aprendizagem profissional e os estágios como principais mecanismos de transição entre escola e mercado de trabalho. Em março de 2026, o país contabilizava 708 mil aprendizes contratados, dos quais mais da metade eram mulheres.

Já o número de estagiários alcançou 1,77 milhão de pessoas, predominando os contratos não obrigatórios. Apesar disso, o estudo aponta que essas modalidades ainda estão excessivamente concentradas em funções administrativas e pouco conectadas às ocupações técnicas e tecnológicas.

Leia abaixo a íntegra do estudo divulgado pelo Ministério do Trabalho.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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