6 de junho de 2026

EUA prepara resgate de Milei com compra de títulos da Argentina

Para ajudar Milei às vésperas de eleições regionais, governo Trump pretende oferecer US$ 20 bilhões em linha de swap
Foto: Embaixada dos EUA na Argentina

Os Estados Unidos foram ao resgate do governo ultraliberal de Javier Milei e pretendem estender uma linha de swap de US$ 20 bilhões para a Argentina, e se colocaram à disposição para comprar títulos estrangeiros do país.

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Nas redes sociais, o secretário do Tesouro norte-americano Scott Bessent destacou que os termos do acordo ainda estão em negociação, mas pode-se dizer que Donald Trump saiu em socorro ao governo ultraliberal argentino, enquanto Milei tenta recuperar a confiança dos investidores e conter a desvalorização do peso.

O secretário ressaltou que os EUA estão “preparados para oferecer” um crédito stand-by do Fundo de Estabilização Cambial do Tesouro, mas não se sabe se o swap e o crédito stand-by viriam do ESF.

De acordo com a Bloomberg, Bessent também destacou a ajuda como uma “ponte para a eleição”, por conta das eleições legislativas que serão realizadas na Argentina em 26 de outubro, onde Milei vai tentar aumentar a presença de seu partido no Congresso.

Peso argentino supervalorizado

A supervalorização do peso argentino é um dos principais desafios para o governo Milei conter a crise cambial: analistas ouvidos pela Bloomberg calculam que a taxa de câmbio efetiva real deveria ser de 20% a 30% menor do que a atual.

Ao lado da austeridade fiscal, uma moeda local forte sempre fez parte da estratégia de Milei para conter a inflação e trazer estabilidade para a economia argentina.

Embora tal estratégia tenha sido eficiente para reduzir a inflação de mais de 200% há um ano para 33,6%, os efeitos da constante supervalorização podem ser vistos no aumento das compras no exterior e pela importação de carne por frigoríficos locais por serem mais baratas que a carne argentina.

Outro ponto que destaca a necessidade de desvalorização do peso argentino é a necessidade de o país equilibrar a economia para atender os termos do acordo de US$ 20 bilhões assinado com o Fundo Monetário Internacional no início deste ano.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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2 Comentários
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  1. Rui Ribeiro

    25 de setembro de 2025 9:04 am

    Os Analistas estavam dizendo que o Milei estava de vento em popa. Estavam todos empolgados com a Argentina Mileista porque a inflação foi reduzida exponencialmente. Enquanto eles estavam empolgados, nós afirmávamos que a inflação caiu não porque o Milei fez a oferta aumentar, mas porque promoveu mais desigualdades sociais, reduzindo a demanda. Reduzir a inflação não com a elevação da oferta mas com a redução da demanda é muito pior do que inflação elevada por causa da alta demanda.

    O que aconteceu, Analistas de Mercado?

  2. JOSE OLIVEIRA DE ARAUJO

    26 de setembro de 2025 8:15 am

    É o roto tentanto ajnudar o esfarrapado. Será um bom teste para avaliar a força do dólar furado.

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