
Os Estados Unidos foram ao resgate do governo ultraliberal de Javier Milei e pretendem estender uma linha de swap de US$ 20 bilhões para a Argentina, e se colocaram à disposição para comprar títulos estrangeiros do país.
Nas redes sociais, o secretário do Tesouro norte-americano Scott Bessent destacou que os termos do acordo ainda estão em negociação, mas pode-se dizer que Donald Trump saiu em socorro ao governo ultraliberal argentino, enquanto Milei tenta recuperar a confiança dos investidores e conter a desvalorização do peso.
O secretário ressaltou que os EUA estão “preparados para oferecer” um crédito stand-by do Fundo de Estabilização Cambial do Tesouro, mas não se sabe se o swap e o crédito stand-by viriam do ESF.
De acordo com a Bloomberg, Bessent também destacou a ajuda como uma “ponte para a eleição”, por conta das eleições legislativas que serão realizadas na Argentina em 26 de outubro, onde Milei vai tentar aumentar a presença de seu partido no Congresso.
Peso argentino supervalorizado
A supervalorização do peso argentino é um dos principais desafios para o governo Milei conter a crise cambial: analistas ouvidos pela Bloomberg calculam que a taxa de câmbio efetiva real deveria ser de 20% a 30% menor do que a atual.
Ao lado da austeridade fiscal, uma moeda local forte sempre fez parte da estratégia de Milei para conter a inflação e trazer estabilidade para a economia argentina.
Embora tal estratégia tenha sido eficiente para reduzir a inflação de mais de 200% há um ano para 33,6%, os efeitos da constante supervalorização podem ser vistos no aumento das compras no exterior e pela importação de carne por frigoríficos locais por serem mais baratas que a carne argentina.
Outro ponto que destaca a necessidade de desvalorização do peso argentino é a necessidade de o país equilibrar a economia para atender os termos do acordo de US$ 20 bilhões assinado com o Fundo Monetário Internacional no início deste ano.
Rui Ribeiro
25 de setembro de 2025 9:04 amOs Analistas estavam dizendo que o Milei estava de vento em popa. Estavam todos empolgados com a Argentina Mileista porque a inflação foi reduzida exponencialmente. Enquanto eles estavam empolgados, nós afirmávamos que a inflação caiu não porque o Milei fez a oferta aumentar, mas porque promoveu mais desigualdades sociais, reduzindo a demanda. Reduzir a inflação não com a elevação da oferta mas com a redução da demanda é muito pior do que inflação elevada por causa da alta demanda.
O que aconteceu, Analistas de Mercado?
JOSE OLIVEIRA DE ARAUJO
26 de setembro de 2025 8:15 amÉ o roto tentanto ajnudar o esfarrapado. Será um bom teste para avaliar a força do dólar furado.