4 de junho de 2026

FMI projeta crescimento de 1,2% para a economia brasileira

Instituição destaca apoio fiscal acima das expectativas para o país; projeção global para 2023 caiu de 3,4% para 2,9%
Foto: m. via Unsplash

O Fundo Monetário Internacional (FMI) projeta um crescimento de 1,2% para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro no ano de 2023, ficando pouco acima do 1% projetado em dezembro – mas abaixo dos dados de 3,1% estimados em 2022.

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Segundo o World Economic Outlook divulgado pela entidade, a estimativa para 2024 caiu 0,4 ponto percentual, atingindo 1,5% de crescimento

O crescimento projetado para América Latina e Caribe pode cair de 3,9% em 2022 para 1,8% em 2023, uma discreta revisão para cima ante o visto em outubro por conta da atualização de projeções do Brasil e do México.

Fatores como a resiliência da demanda econômica, crescimento acima do esperado para os principais parceiros comerciais e, no caso brasileiro, o apoio fiscal acima das expectativas ajuda a explicar tal indicativo.

Para 2024, a região da América Latina e Caribe deve subir 2,1%, uma revisão de 0,3 ponto percentual para baixo ante o prognóstico anterior, refletindo condições financeiras mais apertadas, preços mais baixos das commodities exportadas, e revisões em baixa do crescimento dos parceiros comerciais.

Projeção global perde força

A projeção do FMI para o crescimento da economia global caiu de 3,4% em 2022 para 2,9% em 2023, para depois avançar a 3,1% em 2024 – apesar da melhora, o indicador segue abaixo da média histórica de 3,8% (2000-2019).

De acordo com o relatório, o aumento das taxas de juros dos bancos centrais para conter o avanço da inflação, assim como a guerra entre Ucrânia e Rússia, são alguns dos pontos que continuam a afetar a atividade econômica.

A disseminação da covid-19 na China foi mais um fator de impacto no crescimento econômico em 2022, mas o FMI afirma que a recente reabertura abriu caminho para uma recuperação mais rápida do que o esperado.

Sobre a inflação, acredita-se que a variação global caia de 8,8% em 2022 para 6,6% em 2023 e 4,3% em 2024, ainda acima dos níveis pré-pandêmicos (2017–19) de cerca de 3,5%.

“Na maioria das economias, em meio à crise do custo de vida, a prioridade continua sendo a desinflação sustentada. Com condições monetárias mais restritivas e menor crescimento potencialmente afetando a estabilidade financeira e da dívida, é necessário implantar ferramentas macroprudenciais e fortalecer os quadros de reestruturação da dívida”, diz o FMI.

Veja abaixo a íntegra do World Economic Outlook divulgado pelo FMI (em inglês)

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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1 Comentário
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  1. josé Oliveira de Araújo

    2 de fevereiro de 2023 9:41 am

    COMO JÁ ERA ESPERADO, O BANCO CENTRAL DO BRASIL, QUE É INDEPENDENTE DO GOVERNO, MAS QUE NA PRÁTICA É COMANDADO PELO FAMIGERADO MERCADO, ACABA DE DETERMINAR A PERMANÊNCIA DA EXORBITANTE TAXA SELIC EM 13,75. ASSIM, ALÉM DA DESTRUIÇÃO PERPETRADA PELO COISO E TENDO UM BCB JOGANDO CONTRA, O GRAU DE DIFICULDADE PARA O CRESCIMENTO ECONÔMICO, FICA NAIS DIFÍCIL.O CURIOSO NESSA HISTÓRIA É QUE EM OUTROS PAÍSES, OS APLICADORES FINANCEIROS, ACEITAM TAXAS DE JUROS BEM MODESTAS E EM ALGUNS PAÍSES ACEITAM ATÉ TAXAS NEGATIVAS. SOMENTE AQUI NO BRASIL A GOELA DOS GIGOLÔS DO TESOURO, SÃO LARGAS DEMAIS.

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