4 de junho de 2026

Folha de pagamento industrial cai 0,8% em outubro

Jornal GGN – O valor da folha de pagamento real dos trabalhadores do setor industrial brasileiro recuou 0,8% em outubro frente ao mês imediatamente anterior, segundo dados ajustados sazonalmente e divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Com isso, o índice devolveu uma parte do avanço de 1,6% contabilizado em setembro. O relatório destaca que, no mês, pode-se perceber a influência do recuo de 0,9% registrado pela indústria de transformação, uma vez que o setor extrativo registrou um crescimento de 5,2% no período. 

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Na série com ajuste sazonal, a média móvel trimestral para o total da indústria assinalou queda de 0,6% na passagem dos trimestres encerrados em setembro e outubro e prosseguiu com a trajetória descendente iniciada em julho último. 

No confronto com igual mês do ano anterior, o valor da folha de pagamento real avançou 1,2% em outubro de 2013 – embora o índice tenha marcado seu segundo resultado favorável consecutivo, apresentou um ritmo menos intenso que o observado no mês anterior (2,5%). O valor foi positivo em dez dos 14 locais investigados. As principais influências positivas sobre o total nacional foram verificadas no Rio Grande do Sul (4,5%), São Paulo (0,8%), Santa Catarina (5,1%), Região Norte e Centro-Oeste (4%), Paraná (1,9%) e Rio de Janeiro (1,2%). Em sentido contrário, as contribuições negativas mais relevantes foram assinaladas por Minas Gerais (-1,9%), Região Nordeste (-1,2%) e Pernambuco (-4,9%). 

Setorialmente, ainda no índice mensal de outubro de 2013, o valor da folha de pagamento real no total do país cresceu em 12 dos 18 ramos investigados, com destaque para alimentos e bebidas (4,3%), indústrias extrativas (6,5%), produtos químicos (3,2%), borracha e plástico (4%), minerais não-metálicos (2,7%) e vestuário (2,4%). Por outro lado, os impactos negativos mais relevantes foram observados em produtos de metal (-3,1%), máquinas e equipamentos (-1,2%) e meios de transporte (-0,8%). 

No índice acumulado nos dez meses do ano, observou-se expansão de 2,3%, com taxas positivas em 10 dos 14 locais pesquisados. A maior contribuição positiva sobre o total da indústria foi registrada por São Paulo (2,2%), vindo a seguir Região Norte e Centro-Oeste (4,5%), Rio de Janeiro (3,8%), Rio Grande do Sul (3,6%), Santa Catarina (3,8%), Minas Gerais (1,9%) e Paraná (2,5%). Em sentido contrário, os impactos negativos foram assinalados por Região Nordeste (-0,8%), Pernambuco (-3,8%), Bahia (-1,1%) e Espírito Santo (-0,6%). 

Setorialmente, ainda no índice acumulado no ano, o valor da folha de pagamento real avançou em 13 das 18 atividades pesquisadas, impulsionado, principalmente, pelos ganhos vindos de alimentos e bebidas (4,6%), indústrias extrativas (5,9%), produtos químicos (4,8%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (4,3%), borracha e plástico (5%), máquinas e equipamentos (1,6%) e meios de transporte (0,9%). Por outro lado, os setores de metalurgia básica (-0,8%), de madeira (-1,9%) e de vestuário (-0,6%) exerceram as influências negativas mais relevantes sobre o total nacional. 

A taxa acumulada nos últimos doze meses cresceu 3,7% em outubro, e assinalou resultado próximo do registrado nos meses de maio (3,9%), junho (3,8%), julho (3,9%), agosto (3,7%) e setembro (3,8%).

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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