4 de junho de 2026

Gasolina leva IPCA a subir 0,26% em setembro

Resultado ficou pouco acima do visto em setembro, segundo IBGE; variação acumulada ao longo do ano chega a 3,50%
Foto de Dawn McDonald na Unsplash

A inflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) encerrou o mês de setembro em alta de 0,26%, resultado 0,03 ponto percentual acima do visto no mês anterior, segundo dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

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Com isso, a inflação acumulada chega a 3,50% e, nos últimos 12 meses, a variação foi de 5,19%, acima dos 4,61% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em setembro de 2022, o índice oficial havia sido de -0,29%.

O resultado geral foi diretamente afetado pela alta de 2,80% da gasolina, subitem com a maior contribuição individual (0,14 p.p.), o que levou o grupamento Transportes a registrar o maior impacto positivo (0,29 p.p) e a maior variação (1,40%).

Ainda em Transportes, o item combustíveis subiu 2,70%, com aumento nos preços do óleo diesel (10,11%) e do gás veicular (0,66%) e queda no etanol (-0,62%). Já a alta em ônibus intermunicipal, de 0,42%, é influenciada pelo reajuste de 12,90% aplicado em Salvador (2,62%), a partir de 10 de agosto.

Outro destaque foi o subitem passagens aéreas, segunda maior variação mensal (13,47%) e segundo maior impacto (0,07 p.p) no total do IPCA, após recuo de 11,69% em agosto.

No grupo Habitação, o avanço dos preços foi de 0,47% ante o visto em agosto, por conta do aumento de 0,99% no subitem energia elétrica residencial – que afetou o grupo em 0,04 ponto percentual -, por conta do reajuste de preços em algumas capitais.

Outro item que subiu no período foi taxa de água e esgoto (0,02%), o que se contrapôs à queda do preço do gás encanado

Por outro lado, houve queda em gás encanado (-0,10%), influência das reduções tarifárias em duas capitais: Curitiba (-0,42%), com redução de 2,23% a partir de 4 de agosto, e no Rio de Janeiro (-0,14%), com redução média de 1,70% a partir de 1º de agosto.

Grupo Alimentação e bebidas tem principal queda

Segundo o IBGE, o destaque pelo lado das quedas ficou com o grupo Alimentação e bebidas, cuja deflação foi de 0,71%, contribuindo com -0,15 p.p. para a taxa do mês.

Os preços da alimentação no domicílio recuaram 1,02%, com destaque para batata-inglesa (-10,41%), cebola (-8,08%), ovo de galinha (-4,96%), leite longa vida (-4,06%) e carnes (-2,10%). Já o arroz (3,20%) e o tomate (2,89%) subiram de preço.

A alimentação fora do domicílio teve alta de 0,12%, abaixo dos 0,22% vistos em agosto, ao passo que os itens refeição (0,13%) e lanche (0,09%) apresentaram avanços menos intensos que os vistos no mês anterior (de 0,18% e 0,30%, respectivamente).

Entre os índices regionais, a única queda foi registrada em Goiânia (-0,11%), influenciada pela deflação da energia elétrica residencial (-2,97%). Já a maior variação ficou em São Luís (0,50%), pressionada pelas altas dos preços da energia elétrica residencial (10,74%) e do arroz (4,09%).

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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