O governo federal anunciou, nesta terça-feira (11), o cancelamento do leilão para a compra de arroz importado realizado na última quinta-feira (6), sob a alegação de que as empresas vencedoras não teriam capacidade técnica e financeira para honrar os contratos.
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) arrematou, na última semana, 263 mil toneladas de arroz importado a fim de amenizar os impactos do preço do produto ao consumidor final diante da tragédia climática no Rio Grande do Sul, estado que responde por 70% de toda a produção nacional.
“No decorrer desse leilão, que é muito complexo, as empresas são representadas por Bolsas de Mercadorias. E somente depois que o leilão é concluído, na hora da assinatura, é que a gente fica sabendo quem são as empresas vencedoras. A partir da revelação de quem são essas empresas, começaram os questionamentos se verdadeiramente essas empresas teriam capacidade técnica e financeira para honrar os compromissos de um volume expressivo de dinheiro público”, explicou Edegar Pretto, presidente da Conab.
Entre os vencedores do leilão agora anulado estava a loja Queijo Minas, do Amapá, que aumentou o capital social de R$ 80 mil para R% 5 milhões dias antes do leilão.
“Nós vamos realizar outro, quem sabe em outros modelos, para garantir que nós vamos contratar empresas com capacidade. Não tinha como a gente depositar esse dinheiro público sem ter as reais garantias que esses contratos posteriores serão honrados”, pontuou o presidente da Conab.
Regras
De acordo com o Planalto, a Conab pode comprar até um milhão de toneladas de arroz, para atender às necessidades da população.
Mas, para tanto, o vencedor do leilão terá de comercializar o produto deve custar, no máximo, 4kg para a população.
“O presidente Lula quer o arroz e os demais alimentos a um preço justo, que caiba no salário do povo brasileiro. Não haverá recuo dessa decisão. Tendo em vista que é necessário que o arroz chegue na mesa do povo brasileiro a um preço justo, nós vamos proceder com um novo leilão”, explicou o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira.
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Anônimo
12 de junho de 2024 8:31 pmO produto deve custar, no máximo, R$ 4 por Kg…
JOSE OLIVEIRA DE ARAUJO
13 de junho de 2024 9:30 amIndependentemente da catástrofe gaúcha, existe a necessidade do governo ter um estoque de arroz e outros produtos agrícolas para fins de regulação. Considerando-se que tal estoque está praticamente, zerado, torna-se imperativo que o governo providencie a compra, de preferência no mercado interno. Segundo o noticiário a disponiblidade no mercado nacional é sufiente para atendimento da demanda nacional, mas insuficiente para formar um estoque regulador. Não fosse a sanha daqueles que querem se aproveitar da tragédia sulina, para especular artificialmente com a elevação do preço do arroz, que já estava alta por conta da quebra de safra, não haveria necessidade de importação. A questão portanto, não é com os produtores de arroz, mas com os agro-atravessadores que só pensam em lucrar mais, mesmo que para tal, milhões de pessoas sejam prejudicadas. Como diz a propaganda, o agro é tech, é pop mas infelizmente também é tóxico.