4 de junho de 2026

Habitação leva IPC-S a atingir 0,43%

Jornal GGN – O IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor Semanal) apresentou variação de 0,43% durante a terceira semana de setembro, resultado 0,04 ponto percentual (p.p.) acima da taxa registrada na última divulgação, segundo dados divulgados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

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Quatro das oito classes de despesa componentes do índice ampliaram suas taxas de variação ao longo do período, sendo que a principal contribuição para o avanço da taxa do índice partiu do grupo Habitação, que passou de 0,46% para 0,51%. Nesta classe de despesa, vale destacar o comportamento do item tarifa de eletricidade residencial, cuja taxa passou de 0,99% para 1,66%.

Outros grupos que avançaram durante o período de análise foram Comunicação (de 0,09% para 0,45%), Alimentação (de 0,43% para 0,47%) e Transportes (de 0,28% para 0,29%). Os itens que afetaram cada uma destas classes de despesa foram tarifa de telefone residencial (de -2,24% para -1,62%), carnes bovinas (de 1,91% para 2,96%) e gasolina (de 0,46% para 0,66%), respectivamente.

Em contrapartida, os grupos que perderam força durante o período de análise foram Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,53% para 0,47%), Vestuário (de -0,01% para -0,02%) e Despesas Diversas (de 0,20% para 0,19%). Nestas classes de despesa, os destaques partiram dos itens medicamentos em geral (de 0,21% para 0,13%), roupas masculinas (de 0,51% para 0,18%) e clínica veterinária (de 1,38% para 1,22%), respectivamente.

O grupo Educação, Leitura e Recreação manteve a taxa de 0,64% registrada na última apuração. As principais influências em sentido ascendente e descendente partiram dos itens show musical (de 2,35% para 3,28%) e passagem aérea (de 11,37% para 8,74%), nesta ordem.

Os itens que apresentaram as maiores influências positivas (variações percentuais ao mês) foram tarifa de eletricidade residencial (de 0,99% para 1,66%), pacotes de telefonia fixa e internet (de 3,06% para 3,69%), refeições em bares e restaurantes (de 0,50% para 0,44%), aluguel residencial (de 0,64% para 0,63%) e plano e seguro saúde (de 0,73% para 0,72%).

Na outra ponta, os itens que registraram as maiores influências negativas foram tomate (de -14,62% para -17,85%), tarifa de telefone residencial (de -2,24% para -1,62%), batata inglesa (de -12,10% para -13,42%), tarifa de ônibus urbano (estável em -0,31%) e taxa de água e esgoto residencial (de -0,32% para -0,52%).

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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