Jornal GGN – O número de horas pagas aos trabalhadores da indústria, já descontadas as influências sazonais, avançou 0,3% em outubro frente ao mês imediatamente anterior, após assinalar cinco taxas negativas consecutivas, quando acumulou perda de 2,9%, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Com esses resultados, o índice de média móvel trimestral, que recuou 0,4% no trimestre encerrado em outubro frente ao nível do mês anterior, manteve a trajetória descendente iniciada em maio último. Já o total acumulado em 12 meses caiu 1,1% em outubro de 2013, e praticamente repetiu os resultados de julho (-1,2%), agosto (-1,1%) e setembro (-1,0%).
Em outubro de 2013, o número de horas pagas caiu 2% no confronto com igual mês do ano anterior, atingindo sua quinta taxa negativa consecutiva nesse tipo de comparação e a mais intensa desde fevereiro último (-2,3%). Foram registradas taxas negativas em 12 dos 14 locais e em 16 dos 18 ramos pesquisados. Em termos setoriais, as principais influências negativas vieram de produtos de metal (-6,1%), calçados e couro (-6,2%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-5,3%), máquinas e equipamentos (-3,3%), produtos têxteis (-4,9%), alimentos e bebidas (-0,9%) e outros produtos da indústria de transformação (-3,4%). Em sentido contrário, o setor de borracha e plástico (3,3%) assinalou o principal impacto positivo neste mês.
Entre os locais, a comparação com igual mês do ano anterior mostra que a Região Nordeste (-6%) foi a principal influência negativa sobre o total do país em outubro de 2013, seguida por São Paulo (-1,9%), Minas Gerais (-2,9%), Pernambuco (-7,9%), Bahia (-6,1%), e Paraná (-2,2%). Por outro lado, Região Norte e Centro-Oeste (0,9%) e Santa Catarina (0,8%) exerceram os impactos positivos sobre o total do número de horas pagas.
Acumulado
No índice acumulado de janeiro a outubro de 2013, frente a igual período do ano anterior, houve recuo de 1,1% no total do número de horas pagas, com 11 dos 18 setores pesquisados apontando queda. Os impactos negativos mais relevantes sobre a média global da indústria foram verificados nos ramos de calçados e couro (-7,1%), outros produtos da indústria de transformação (-4,4%), produtos têxteis (-4,7%), máquinas e equipamentos (-2,7%), vestuário (-3,1%), produtos de metal (-2,4%) e madeira (-5,4%). Em sentido oposto, alimentos e bebidas (1,4%) e borracha e plástico (2,9%) exerceram as principais contribuições positivas sobre o total do número de horas pagas.
Em nível regional, o índice acumulado no ano aponta retração em 11 dos 14 locais pesquisados, com destaque para o recuo de 4,9% registrado pela Região Nordeste, vindo a seguir as perdas verificadas no Rio Grande do Sul (-2,5%), Pernambuco (-7,2%), Bahia (-6,2%) e São Paulo (-0,4%). Em contrapartida, Santa Catarina (0,8%), Rio de Janeiro (0,5%) e Região Norte e Centro-Oeste (0,1%) assinalaram as influências positivas no índice acumulado dos dez meses do ano.
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