10 de junho de 2026

IGP-10 desacelera e atinge 0,58% em março

Queda foi afetada pela desaceleração dos preços ao produtor e ao consumidor

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Jornal GGN – O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) perdeu força e encerrou março em alta de 0,58%, ante uma variação de 1,55% em fevereiro, segundo dados divulgados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Com isso, a taxa acumulada em 2016, até março, é de 2,84%, ao passo que a variação apurada em 12 meses registrou alta de 11,78%.

Ao longo do período, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) caiu de 1,69% em fevereiro para 0,56%, em março. A avaliação dos subgrupos mostra que o item Bens Finais totalizou 1,45%, ante 1,83% em fevereiro, por conta do subgrupo bens de consumo não duráveis, exceto alimentação e combustíveis, cuja taxa passou de 2,12% para 0,88%. O índice relativo a Bens Finais (ex), calculado sem os subgrupos alimentos in natura ecombustíveis, registrou variação de 0,67%. No mês anterior, a taxa de variação foi de 1,54%.

Já o grupo Bens Intermediários reverteu o avanço de 1,34% em fevereiro e fechou o período com deflação de -0,65%. Todos os subgrupos apresentaram desaceleração, com destaque para materiais e componentes para a manufatura, cuja variação passou de 1,98% para -0,75%. O índice de Bens Intermediários (ex), obtido após a exclusão do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção registrou variação de -0,47%. No mês anterior, este índice registrou variação de 1,63%.

O índice do grupo Matérias-Primas Brutas fechou o mês em alta de 0,97%, abaixo do total de 1,96% visto em fevereiro. A queda foi influenciada pela desaceleração dos itens soja em grão (de 1,02% para -5,72%), milho em grão (de 20,01% para 5,72%) e cana-de-açúcar (de 3,97% para 2,73%). Em sentido inverso, destacaram-se os itens aves (de -4,62% para 1,60%), minério de ferro (de -2,58% para 1,22%) e laranja (de -4,44% para 8,58%).

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) também perdeu força e registrou variação de 0,61%, ante 1,64% em fevereiro. Seis das oito classes de despesa componentes do índice reduziram suas taxas de variação, com destaque para o grupo Alimentação, que passou de 2,06% para 0,96%. por conta do comportamento do item hortaliças e legumes (de 15,19% para -3,88%).

Outros grupos que perderam força foram Educação, Leitura e Recreação (de 3,60% para 0,16%), Transportes (de 2,26% para 0,72%), Habitação (de 1,05% para 0,12%), Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,72% para 0,70%) e Vestuário (de 0,43% para 0,31%). Nestas classes de despesa, destacam-se os itens cursos formais (de 6,51% para 0,05%), tarifa de ônibus urbano (de 6,69% para 0,19%), tarifa de eletricidade residencial (de 1,09% para -2,76%), serviços de cuidados pessoais (de 1,06% para 0,46%) e roupas femininas (de 0,36% para 0,30%), respectivamente.

Em contrapartida, os grupos que ganharam força foram Comunicação (de 0,65% para 1,13%) e Despesas Diversas (de 1,55% para 1,73%), por conta do comportamento dos itens tarifa de telefone móvel (de 0,02% para 2,11%) e cigarros (de 2,36% para 3,67%), respectivamente.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 0,60% em março, ante 0,37%, no mês anterior. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços registrou variação de 0,45%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,47%. O índice que representa o custo da Mão de Obra registrou variação de 0,72%. No mês anterior, este índice variou 0,28%.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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