Jornal GGN – O IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) encerrou o mês de setembro em alta de 0,20%, revertendo deflação de -0,27% registrada em agosto, segundo levantamento divulgado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Com o resultado, a variação acumulada ao longo deste ano chegou a 1,76%, ao passo que a variação acumulada em 12 meses foi de 3,54%.Um dos destaques ficou com o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que reverteu a queda de 0,45% do mês anterior e chegou a 0,13% em setembro. No período de análise, o índice referente a Bens Finais mostrou variação de 0,06%, ante -0,13% em agosto, devido ao desempenho do subgrupo alimentos processados, cuja taxa de variação subiu de 0,40% para 1,39%. Excluindo-se os subgrupos alimentos in natura e combustíveis, o índice de Bens Finais (ex) registrou variação de 0,76%. Em agosto, a taxa foi de 0,27%.
No caso do grupo Bens Intermediários, a variação subiu de -0,04% para 0,32%, devido ao desempenho do subgrupo materiais e componentes para a manufatura, cuja taxa de variação passou de -0,36% para 0,15%. O índice de Bens Intermediários (ex), calculado após a exclusão do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, variou 0,36%, ante -0,06% em agosto.
Quanto ao índice do grupo Matérias-Primas Brutas, a deflação foi reduzida de -1,33% em agosto para -0,04%, em setembro. Os itens que mais contribuíram para este movimento foram: bovinos (de 0,02% para 3,82%), mandioca/aipim (de -9,54% para 10,52%) e aves (de -1,27% para 2,36%). Em sentido oposto, destacam-se soja em grão (de -1,65% para -3,49%), café em grão (de 9,42% para 3,36%) e cana-de-açúcar (de -0,11% para -0,16%).
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou variação de 0,42%, ante 0,02% em agosto. Todas as classes de despesa componentes do índice ampliaram suas taxas de variação, com destaque para a contribuição do grupo Alimentação, que subiu de -0,11% para 0,40%, com destaque para o item carnes bovinas, cuja taxa passou de -0,37% para 2,68%.
Os outros grupos que avançaram durante o período de análise foram Transportes (de -0,03% para 0,37%), Educação, Leitura e Recreação (de 0,13% para 0,85%), Habitação (de 0,29% para 0,47%), Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,24% para 0,50%), Vestuário (de -0,72% para -0,11%), Comunicação (de -0,38% para 0,29%) e Despesas Diversas (de 0,14% para 0,22%). Os principais destaques nestas classes de despesa ficaram com os itens gasolina (de -0,58% para 0,67%), hotel (de -3,55% para 0,13%), tarifa de eletricidade residencial (de 0,70% para 1,44%), medicamentos em geral (de -0,30% para 0,18%), roupas (de -0,87% para -0,11%), pacotes de telefonia fixa e internet (de -0,21% para 3,29%) e alimentos para animais domésticos (de -0,61% para 0,38%), respectivamente.
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) atingiu 0,16% em setembro, ficando abaixo do resultado de agosto, de 0,19%. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços registrou variação de 0,34%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,15%. O índice que representa o custo da Mão de Obra não registrou variação em setembro. No mês anterior, este índice registrou taxa de 0,23%.
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