21 de maio de 2026

Indústria recua em seis estados em setembro, mostra IBGE

Dado negativo é concentrado nas indústrias de transformação, enquanto commodities extrativas sustentam o crescimento anual de 2%
Foto de Dominik Vanyi na Unsplash

▸ Produção industrial brasileira cai 0,4% em setembro, impactando regiões como Paraná, Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo. Setor extrativo impulsiona crescimento anual em 2,0%.

▸ Desigualdade regional: retração industrial em estados como Paraná e Bahia reflete sensibilidade do mercado interno e impacta setor de veículos automotores.

▸ Indústria nacional mantém crescimento anual de 1,0% em 2024, destacando dependência de commodities e desafios da atividade manufatureira.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

A produção industrial brasileira registra queda de 0,4% em setembro no comparativo com agosto, em um cenário de desaceleração da atividade e forte desigualdade regional: seis dos 15 locais pesquisados registraram retração, segundo os dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

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O resultado mensal negativo eliminou parte do crescimento registrado em agosto, indicando volatilidade no setor. Enquanto algumas regiões impulsionadas por commodities extrativas avançam, grandes polos de manufatura sentem o peso da demanda enfraquecida e dos juros altos.

Desigualdade Regional

A retração da indústria nacional em setembro foi determinada por baixas significativas em importantes economias regionais.

Segundo o IBGE, as maiores quedas na passagem de agosto para setembro foram registradas em:

  • Paraná (-6,9%): Queda mais acentuada, influenciada principalmente pelo setor de veículos automotores;
  • Bahia (-4,7%): Interrompeu um avanço expressivo do mês anterior;
  • Rio de Janeiro (-4,3%): Sinaliza instabilidade em um dos maiores polos industriais do país;
  • São Paulo (-0,4%): O maior parque industrial do país também registrou retração, embora menor.

A concentração dessas quedas em estados com forte presença de indústrias de transformação e bens de capital é um indicador de que a dificuldade da indústria está ligada à sensibilidade do mercado interno.

Setor extrativo puxa crescimento anual

Embora o dado mensal mostre desaceleração, o setor industrial registrou crescimento de 2,0% na comparação com setembro de 2024 – um crescimento majoritariamente impulsionado por segmentos ligados a commodities.

No acumulado do ano (janeiro a setembro), a indústria nacional registra uma alta de 1,0%, mantendo um ritmo de expansão modesto e concentrado, reforçando a dependência do Brasil de cadeias produtivas de matérias-primas e energia.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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  1. virginia pignot

    12 de novembro de 2025 12:36 am

    A taxa de juros elevada brasileira atrapalha investimentos na indústria, no comércio, no acesso à compra de casa própria, a bens e serviços. É o Banco Central facilitando o desvio de dinheiro público com o alto juro da divida para super-ricos

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