A produção industrial brasileira registra queda de 0,4% em setembro no comparativo com agosto, em um cenário de desaceleração da atividade e forte desigualdade regional: seis dos 15 locais pesquisados registraram retração, segundo os dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
O resultado mensal negativo eliminou parte do crescimento registrado em agosto, indicando volatilidade no setor. Enquanto algumas regiões impulsionadas por commodities extrativas avançam, grandes polos de manufatura sentem o peso da demanda enfraquecida e dos juros altos.
Desigualdade Regional
A retração da indústria nacional em setembro foi determinada por baixas significativas em importantes economias regionais.
Segundo o IBGE, as maiores quedas na passagem de agosto para setembro foram registradas em:
- Paraná (-6,9%): Queda mais acentuada, influenciada principalmente pelo setor de veículos automotores;
- Bahia (-4,7%): Interrompeu um avanço expressivo do mês anterior;
- Rio de Janeiro (-4,3%): Sinaliza instabilidade em um dos maiores polos industriais do país;
- São Paulo (-0,4%): O maior parque industrial do país também registrou retração, embora menor.
A concentração dessas quedas em estados com forte presença de indústrias de transformação e bens de capital é um indicador de que a dificuldade da indústria está ligada à sensibilidade do mercado interno.
Setor extrativo puxa crescimento anual
Embora o dado mensal mostre desaceleração, o setor industrial registrou crescimento de 2,0% na comparação com setembro de 2024 – um crescimento majoritariamente impulsionado por segmentos ligados a commodities.
No acumulado do ano (janeiro a setembro), a indústria nacional registra uma alta de 1,0%, mantendo um ritmo de expansão modesto e concentrado, reforçando a dependência do Brasil de cadeias produtivas de matérias-primas e energia.
virginia pignot
12 de novembro de 2025 12:36 amA taxa de juros elevada brasileira atrapalha investimentos na indústria, no comércio, no acesso à compra de casa própria, a bens e serviços. É o Banco Central facilitando o desvio de dinheiro público com o alto juro da divida para super-ricos