3 de junho de 2026

Indústria reduz total de horas pagas em 1,2% em junho

Jornal GGN – O número de horas pagas aos trabalhadores da indústria durante o mês de junho, já descontadas as influências sazonais, mostrou redução de 1,2% frente ao nível do mês imediatamente anterior, em seu segundo resultado negativo consecutivo, acumulando nesse período perda de 2,1%, conforme números divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

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Com esses resultados, o índice de média móvel trimestral apontou queda de 0,7% no trimestre encerrado em junho frente ao patamar do mês anterior, e manteve a trajetória descendente iniciada em maio de 2013. Ainda na série com ajuste sazonal, na comparação trimestre contra trimestre imediatamente anterior, o número de horas pagas na indústria apontou recuo de 1,2% no período abril-junho de 2014, atingindo sua quarta taxa negativa consecutiva neste tipo de confronto, e mostrou ritmo de queda mais intenso do que os observados no último trimestre do ano passado (-0,7%) e o primeiro desse ano (-0,4%).

O número de horas pagas aos trabalhadores da indústria, ao mostrar recuo de 4,2% no índice mensal de junho de 2014, assinalou a décima terceira taxa negativa consecutiva neste tipo de confronto e a mais intensa desde outubro de 2009 (-5,3%). Nas comparações contra iguais períodos do ano anterior, o total do número de horas pagas apontou perda tanto no fechamento do segundo trimestre de 2014 (-3,6%), como no índice acumulado dos seis primeiros meses do ano (-2,9%). A taxa acumulada em 12 meses passou de -2% em maio para -2,3% em junho de 2014, mantendo a trajetória descendente iniciada em setembro de 2013 (-1%).

Em junho, o número de horas pagas recuou 4,2% em relação a junho de 2013, com quedas nos quatorze locais pesquisados e em dezesseis dos dezoito ramos. As principais influências negativas vieram de meios de transporte (-8,6%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-10,6%), máquinas e equipamentos (-5,8%), produtos de metal (-6,9%), calçados e couro (-8,6%), alimentos e bebidas (-1,6%), produtos têxteis (-7,5%), vestuário (-4,2%) e outros produtos da indústria de transformação (-3,8%). Já os impactos positivos vieram de minerais não-metálicos (0,9%) e de produtos químicos (0,7%).

Ainda em relação a junho de 2013, a principal influência negativa se deve ao recuo em São Paulo (-5,3%), com reduções no número de horas pagas em meios de transporte (-9,8%), máquinas e equipamentos (-7,5%), produtos têxteis (-14,0%), produtos de metal (-9,8%), alimentos e bebidas (-3,1%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-5,8%), outros produtos da indústria de transformação (-9,9%) e refino de petróleo e produção de álcool (-7%). Destacam-se, também, os impactos negativos de Rio Grande do Sul (-5,9%), Paraná (-5,5%), Minas Gerais (-3,7%) e Região Nordeste (-3,3%).

O acumulado do ano recuou 2,9% em número de horas pagas, com quedas em quatorze dos dezoito setores pesquisados. Os impactos negativos mais relevantes vieram de máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-9,5%), produtos de metal (-7,4%), máquinas e equipamentos (-5,9%), meios de transporte (-4,6%), calçados e couro (-7,9%) e produtos têxteis (-6,2%). Em sentido oposto, os setores de alimentos e bebidas (0,5%) e de minerais não-metálicos (1,7%) exerceram as principais contribuições positivas sobre o total do número de horas pagas aos trabalhadores da indústria.

Em nível regional, treze dos quatorze locais investigados apontaram taxas negativas, com destaque para o recuo de 4,3% registrado por São Paulo, vindo a seguir as perdas verificadas no Rio Grande do Sul (-5,3%), Paraná (-4,6%), Minas Gerais (-2,6%) e Região Nordeste (-2,1%). Em contrapartida, a Região Norte e Centro-Oeste (0,6%) assinalou a influência positiva nos seis primeiros meses de 2014.

“Em síntese, o total do pessoal ocupado assalariado e o número de horas pagas na indústria permaneceram com o comportamento de menor intensidade, com o primeiro acumulando perda de 1,6% em três meses seguidos de taxas negativas, e o segundo assinalando a taxa negativa mais intensa desde janeiro de 2009 (-1,5%). Vale destacar que esses resultados refletem, especialmente, a diminuição de ritmo que marca a produção industrial desde o último trimestre de 2013. A evolução da média móvel trimestral reforça esse quadro”, afirma o IBGE.

Em relação a junho de 2013, o pessoal ocupado assalariado e o número de horas pagas na indústria continuam com taxas negativas e as perdas mais intensas desde, respectivamente, novembro e outubro de 2009.

Com isso, o índice acumulado em 2014 permaneceu com comportamento negativo e intensificou o ritmo de queda frente aos resultados do último semestre do ano passado, ambas as comparações contra iguais períodos do ano anterior, tanto no total do pessoal ocupado assalariado, que passou de -1,5% para -2,3%, como no número de horas pagas (de -1,7% para -2,9%), acompanhando o movimento de redução também verificado na produção industrial (de 1,2% para -2,6%).

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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