14 de outubro de 2026

Inflação dos EUA sobe a 3,7% com alta dos combustíveis

Gasolina avança 9,1% em setembro e pressiona preços; alta reacende expectativas de aumento dos juros pelo Federal Reserve
Foto de Engin Akyurt via pexels.com

Inflação nos EUA acelerou 0,6% em setembro, com alta anual do CPI de 3,4% para 3,7%, impulsionada por preços de combustíveis.
Gasolina subiu 9,1% no mês e 34,2% em 12 meses, pressionada por tensões no Oriente Médio e interrupções no abastecimento global.
Fed enfrenta pressão para elevar juros; governo Trump flexibilizou restrições para ampliar oferta de diesel e conter alta dos preços.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

A inflação nos Estados Unidos acelerou em setembro, pressionada pela disparada dos preços dos combustíveis em meio às tensões no Oriente Médio. O Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) subiu 0,6% em relação a agosto, enquanto a taxa acumulada em 12 meses avançou de 3,4% para 3,7%, segundo dados divulgados pelo Departamento do Trabalho americano.

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A alta reforça as dificuldades enfrentadas pelo Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, para controlar a inflação sem comprometer a atividade econômica. O resultado também aumentou as apostas do mercado financeiro em uma nova elevação dos juros ainda em outubro.

Os preços da gasolina dispararam 9,1% no mês, depois de avançarem 3,9% em agosto. No acumulado de 12 meses, a alta chegou a 34,2%. O índice de energia como um todo subiu 5,2% em setembro e acumula avanço de 20,4% em um ano. Segundo o Departamento do Trabalho, a gasolina respondeu por mais da metade da elevação mensal do índice geral de preços.

O encarecimento da energia ocorre em meio à guerra no Oriente Médio e às interrupções no abastecimento global. Além de afetar diretamente os consumidores, a alta dos combustíveis aumenta os custos de transporte e pode pressionar os preços de outros bens e serviços.

Pressão inflacionária vai além da energia

Mesmo quando alimentos e energia são excluídos do cálculo, a inflação permanece resistente. O chamado núcleo do CPI avançou 0,3% em setembro, repetindo o resultado de agosto. Em 12 meses, a alta passou de 2,4% para 2,6%.

Os custos de moradia, um dos componentes de maior peso no índice, subiram 0,4% no mês, ante 0,3% em agosto. Já os preços dos alimentos permaneceram estáveis em setembro. As passagens aéreas aumentaram 1,2% no período e acumulam alta de 22,4% em 12 meses.

Diante da pressão sobre os combustíveis, o governo de Donald Trump adotou medidas para ampliar a oferta de diesel, incluindo o alívio temporário de restrições tributárias sobre o combustível e a flexibilização de algumas sanções americanas relacionadas ao combustível russo.

A alta do diesel preocupa especialmente pelo potencial de encarecer o transporte de mercadorias e, consequentemente, os preços pagos pelos consumidores. O aumento dos custos de energia também complica os esforços do governo para conter a inflação.

De acordo com o site Axios, a divulgação do CPI ocorre em meio a divergências entre dirigentes do Federal Reserve sobre a necessidade de novos aumentos das taxas de juros. Parte dos integrantes da instituição considera que as pressões inflacionárias continuam disseminadas, enquanto outros avaliam que as condições financeiras já estão restringindo a atividade econômica.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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