10 de junho de 2026

Índice de preços ao produtor fechou 2015 em 8,84%

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Jornal GGN – A inflação medida pelo Índice de Preços ao Produtor (IPP) fechou 2015 com uma taxa de 8,84%. Em 2014, o IPP (que apura o preço dos produtos na saída das fábricas) registrou alta de 2,66%. Os dados foram divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Em dezembro, os preços da Indústria Geral (IG) variaram, em média, -0,32% quando comparados a novembro/2015, número superior ao observado na comparação entre novembro/2015 e outubro/15. A variação de preços nas Grandes Categorias Econômicas foi de 0,05% em bens de capital; -0,81% em bens intermediários; e 0,39% em bens de consumo, sendo que 0,26% foi a variação observada em bens de consumo duráveis e 0,43% em bens de consumo semiduráveis e não duráveis.

Na comparação com os dados de novembro, 13 das 24 atividades apresentaram variações positivas de preços, contra 12 do mês anterior. As quatro maiores variações observadas no mês se deram entre os produtos compreendidos nas seguintes atividades industriais: Indústrias extrativas (-6,07%), impressão (3,39%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (-3,18%) e outros produtos químicos (-2,68%).

Nessa comparação, as maiores influências vieram de outros produtos químicos (-0,29 ponto percentual – p.p.), Indústrias extrativas (-0,18 p.p.), alimentos (0,14 p.p.) e veículos automotores (0,07 p.p.).

Já o acumulado no ano atingiu 8,84%, contra 9,20% em novembro. Entre as atividades que tiveram as maiores variações percentuais neste indicador sobressaíram: outros equipamentos de transporte (33,62%), fumo (32,02%), papel e celulose (21,21%) e alimentos (14,28%). Os setores de maior influência sobre o acumulado no ano foram: alimentos (2,72 p.p.), outros produtos químicos (1,24 p.p.), papel e celulose (0,72 p.p.) e outros equipamentos de transporte (0,71 p.p.).

Na perspectiva anual, as variações de preços da indústria acumularam, até dezembro, variação de 8,84%, sendo 12,38% a variação de bens de capital (com influência de 1,04 p.p.), 8,33% de bens intermediários (4,74 p.p.) e 8,83% de bens de consumo (3,05 p.p.). No último caso, este aumento foi influenciado pelos produtos de ‘bens de consumo duráveis’ (0,50 p.p.) e pelos ‘bens de consumo semiduráveis e não duráveis’ (2,55 p.p.).

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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