25 de junho de 2026

Prévia da inflação desacelera para 0,41% em junho

IPCA-15 perde ritmo, mas altas da energia elétrica, batata, tomate e feijão mantêm pressão inflacionária; índice acumula 4,80% em 12 meses
Foto de Federica Giusti na Unsplash

IPCA-15 subiu 0,41% em junho, desacelerando frente aos 0,62% de maio, segundo IBGE.
Alimentos e energia elétrica residencial lideraram a inflação, com alta de até 29,42% em batata-inglesa.
Brasília teve maior inflação mensal (0,93%), enquanto Rio, Curitiba e Salvador registraram 0,28%.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

A prévia da inflação oficial do país perdeu força em junho, mas continua refletindo pressões importantes sobre o custo de vida da população. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado pelo IBGE, registrou alta de 0,41% no mês, abaixo dos 0,62% observados em maio.

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No acumulado do ano, o IPCA-15 soma alta de 3,45%. Em 12 meses, o índice chegou a 4,80%, acima dos 4,64% registrados no período imediatamente anterior.

Apesar da desaceleração, o resultado mostra que alimentos e despesas domésticas continuam exercendo forte influência sobre o orçamento das famílias. Juntos, os grupos Alimentação e Bebidas e Habitação responderam por cerca de dois terços da inflação registrada no período.

Os maiores impactos sobre a inflação de junho vieram da energia elétrica residencial, que subiu 2,04%, e de alimentos básicos consumidos pelas famílias brasileiras. A batata-inglesa registrou aumento de 29,42%, seguida pelo tomate (17,27%) e pelo feijão-carioca (14,29%).

O comportamento desses produtos ajuda a explicar por que a inflação dos alimentos segue elevada, mesmo após a desaceleração observada em relação ao mês anterior. A alimentação no domicílio passou de alta de 1,73% em maio para 0,87% em junho, mas continua sendo um dos principais focos de pressão sobre os preços.

Na área da habitação, a principal influência veio da energia elétrica. O aumento foi impulsionado pela adoção da bandeira tarifária amarela, que acrescenta cobrança extra na conta de luz, além de reajustes aplicados em algumas regiões pesquisadas pelo IBGE.

O grupo Saúde e Cuidados Pessoais também apresentou elevação, com destaque para produtos de higiene pessoal e para os planos de saúde. Neste último caso, o reajuste reflete a autorização concedida pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para os contratos do setor.

Por outro lado, alguns itens ajudaram a conter uma inflação ainda maior. Os combustíveis registraram queda média de 1,22%, puxada pelas reduções nos preços do etanol e da gasolina. O café moído, que vinha acumulando sucessivas altas nos últimos meses, apresentou recuo de 3,69%, enquanto o grupo de frutas caiu 0,96%.

No setor de transportes, a queda dos combustíveis compensou parcialmente o aumento das passagens aéreas, que subiram 7,24% no período. Também foram registradas altas nos preços dos ônibus urbanos e dos automóveis novos.

Entre as capitais e regiões pesquisadas, Brasília apresentou a maior variação mensal, de 0,93%, influenciada principalmente pelos aumentos das passagens aéreas e da gasolina. Já os menores índices foram observados no Rio de Janeiro, Curitiba e Salvador, todos com alta de 0,28%.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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