22 de junho de 2026

Lula e Alckmin se reúnem para definir pacote robusto contra tarifaço

Medidas devem incluir linhas de crédito e apoio para setores mais afetados pela sobretaxa de 50% imposta por Trump
Foto: Fabio Pozzebom/ Agência Brasi

O presidente Lula (PT) se reúne com o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), nesta segunda-feira (11), para fechar os detalhes do pacote de medidas que visa mitigar os impactos do chamado “tarifaço” imposto pelos Estados Unidos às exportações brasileiras. A reunião, prevista para o final da tarde no Palácio do Planalto, deve contar também com a presença do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e outros auxiliares da equipe econômica.

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A expectativa dentro do governo é que o anúncio oficial das ações ocorra até terça-feira (12), consolidando um plano elaborado nas últimas semanas, pensado para proteger pelo menos um terço das empresas brasileiras afetadas diretamente pela sobretaxa de 50%, que incide sobre produtos como café, frutas e pescado.

O pacote de contingência pretende contemplar linhas de crédito emergenciais para os setores mais impactados, além da expansão das compras governamentais para absorver o estoque de mercadorias que deixarão de ser exportadas aos EUA. Também está prevista a possibilidade de adiar o recolhimento de tributos federais por até dois meses, medida já aplicada durante a pandemia.

Segundo Alckmin, um dos principais articuladores do plano, a estratégia será “bem ampla para preservar empregos, e as empresas poderem retomar e fortalecer sua atividade econômica”, disse a jornalistas no final de semana. Ele reafirmou que o governo mantém negociações para tentar reduzir a sobretaxa, argumentando que ela “tem base jurídica fraca” por se fundamentar em motivações políticas.

Contexto da crise e expectativas

Por meio de uma ordem executiva, Trump justificou a sobretaxa alegando ameaças à segurança nacional e acusações de censura política no Brasil, com base em decisões recentes do Supremo Tribunal Federal (STF) contra Jair Bolsonaro (PL), aliado do presidente Donald Trump.

Para o governo Lula, a resposta precisa ser vigorosa e articulada para minimizar o impacto no comércio exterior brasileiro e assegurar a estabilidade econômica interna. A expectativa é que o pacote contemple medidas de curto, médio e longo prazo, adaptadas a diferentes perfis de empresas, para garantir recuperação e fôlego ao setor exportador.

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9 Comentários
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  1. AMBAR

    11 de agosto de 2025 1:12 pm

    Faltou a Simone.

  2. Lênin and The Ulianovs

    11 de agosto de 2025 1:51 pm

    Isso que é ser patriota!!!!!

    Vamos gastar dinheiro para que os EUA tomem café e comam carne barata!!!!!!

    “Ahh”, dirão os patriotas, precisamos salvar empregos!

    Como assim?

    Esse pessoal concentra riqueza há anos, com a isenção de ICMS pela lei Kandir, não seria a hora de cortar lucros??????

    Não seria a hora da retribuição???

    No país todo, o impacto no PIB nos setores afetados é ridículo.

    Não ultrapassa 3%, se inserirmos as cadeias econômicas agregadas, talvez cheguem a 5%.

    Que capitalismo é esse? Que pessoal do estado mínimo é esse, meu Zeus, que odeia PT, odeia o Estado protetor, xinga lei Rouanet, mas adora mamar na teta?????

    Vambora cambada, “vamos ao mercado”, “se reinventem”, “meritocracia”, “seleção natural”, “eficiência privada”….

    Cadê?

    Olha, ver esses vermes parasitas do setor exportador sugando mais impostos, quando deviam pagar, eu entendo…

    Essa hipocrisia é típica.

    Agora, ver um governo de um país que tem 4 milhões de pessoas sem uma privada para c*g*r dando dinheiro para exportador e consumidor estadunidense é f*d@.

    Ah, avisa aos “jênios” do governo que as medidas podem ser consideradas como subsídios vetados na OMC, piorando ainda mais a situação…

    1. Rui Ribeiro

      12 de agosto de 2025 9:21 am

      Rui,
      Trump always chickens out.

      O agronegócio é golpista, emprega muito pouco relativamente ao montante de recursos que movimenta, seca nossas fontes, envenena e torna infértil o nosso solo, e, pior, não em favor da população brasileira, mas do mercado externo. A perda é mínima
      Responder

      twa
      31 de julho de 2025 às 10:33 am

      De fato o agronegócio emprega diretamente “poucas” pessoas dado seu faturamento. Isso é uma característica do setor, ou vc quer que o agricultor contrate gente para deixar parado ?
      Mas o setor do agronegócio emprega aproximadamente 26,5% da população ocupada no Brasil. Em 2024, o agronegócio empregou 28,6 milhões de pessoas.
      Indiretamente o agro emprega caminhoneiros, pessoas encarregadas da fabricação de caminhões e carretas, máquinas agrícolas, tradings, produção de etanol e biodiesel, geneticistas, pesquisadores, agrônomos, todo setor industrial de alimentos… etc etc é a primeira roda que faz girar todo o resto. é o responsável pelo saldo comercial de nossa balança, que traz dólares para que não tenhamos crises cambiais como no passado e está entre os mais eficientes e menos subsidiados do mundo.

      https://jornalggn.com.br/economia/agronegocio-sera-afetado-por-tarifaco-de-trump/

      1. Lênin & The Ullianovs

        12 de agosto de 2025 1:38 pm

        A grande farsa dessa história é pressupor que só o latifúndio, chamado de “agronegócio” engloba toda essa cadeia de empregos, de 28%, aproximados.

        O nível de empregabilidade da agropecuária familiar é bem superior, e ela só não detém valores agregados e escala para movimentar o resto da indústria por uma opção política, não econômica.

        Nos EUA e na Europa, a maioria das propriedades são de porte médio, na Europa esse fenômeno é mais acentuado, pela questão óbvia da geografia.

        A aplicação intensiva de tecnologia no pequeno e médio produtor por lá incluir o aumento de empregos, enquanto a escala, tecnologia no latifúndio daqui desemprega, ou emprega de forma sazonal, precária, e com baixo impacto de renda.

        Os empregos das cadeias produtivas mais sofisticadas e associadas ao latifúndio são residuais, não somam 1 milhão de pessoas.

        E a resposta do imbecil aí em cima ainda mistura ré com cré: eu me referi ao latifúndio exportador, não ao latifúndio que produz para o mercado interno (“todo setor industrial de alimentos”).

        Ainda assim, se computados os impactos gerados pela renúncia fiscal da Lei Kandir, os estragos nas estradas, a poluição e devastação ambiental associada ao setor (queimadas e derrubadas de florestas), os venenos utilizados como “defensivos” e “adubação”, além dos enormes gastos de água do setor, me levam a dizer que o latifúndio é uma praga, que faz cada emprego gerado ter um custo incalculável.

        Não é à toa que a China compra soja, e planta menos que consome.

        Não é à toa que os EUA, apesar de uma grande produção agrícola, importa mais que consome.

        País rico, e desenvolvido não vive de vender pau-brasil.

        Carreta, caminhão de cana, de soja? Usina de açúcar?

        rsrsrsrssr…

        Prefiro aceleradores de partículas, semicondutores, pesquisa espacial e desenvolvimento de armas nucleares.

      2. Lênin & The Ullianovs

        12 de agosto de 2025 2:35 pm

        Para completar:

        “(…)é o responsável pelo saldo comercial de nossa balança, que traz dólares para que não tenhamos crises cambiais como no passado e está entre os mais eficientes e menos subsidiados do mundo.”

        Esse saldo é tragado pelo impacto da desvalorização do dólar para manter o fluxo de exportação, ou seja, impacto inflacionário, alta dos juros para conter a inflação, aumento da dívida pública.

        O que nos sobra de reservas cambiais quase nos quebra, paradoxalmente.

        “mais eficientes e menos subsidiados”?

        Hein?

        E a lei kandir, cara pálida? Se colocar essa renúncia fiscal bilionária na conta, o Brasil é expulso da OMC.

  3. Rui Ribeiro

    11 de agosto de 2025 6:03 pm

    Nvidia e AMD vão repassar aos EUA 15% das vendas de chips à China

    Esse repasse de 15% para os EUA significa que produzir chips nos EUA tem um custo superior a 15% do que se produzido fora

  4. Rui Ribeiro

    12 de agosto de 2025 7:46 am

    Ao invés do burro Tarcísio exigir do Lula que telefone ao Trump, é melhor que ele fale com o Eduardo Bostonaro pedindo que ele deixe de trair o Brasil. Mas esse rato não vai fazer isso e se o fizesse o Ratonaro Bolsonaro não o atenderia.

    1. Rui Ribeiro

      12 de agosto de 2025 1:06 pm

      “Segundo esses auxiliares de Lula, antes de criticar o presidente, Tarcísio de Freitas deveria ligar para o deputado Eduardo Bolsonaro e pedir para ele encerrar a campanha contra o Brasil”.

      https://g1.globo.com/politica/blog/valdo-cruz/post/2025/08/12/enquanto-eua-se-fecham-para-o-brasil-china-se-abre-e-vira-cada-vez-mais-parceiro-preferencial-avaliam-assessores-de-lula.ghtml

      Eu tiro o chapéu prá mim mesmo.

  5. Rui Ribeiro

    12 de agosto de 2025 9:08 am

    Enquanto isso, os oportunistas políticos Tarcísio e Maduro abraçam a religião de plantão. Os templos estão transbordando de Pa$tores venais

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