10 de junho de 2026

Lula minimiza resistência da França e prevê acordo UE-Mercosul para janeiro

Presidente projeta assinatura do tratado já em janeiro, apesar de pressão agrícola francesa
Foto: Ricardo Stuckert / PR

▸ Lula afirmou em Foz do Iguaçu que França não terá força para bloquear acordo Mercosul-UE sozinho.

▸ Itália recuou e alinhou-se à França, exigindo salvaguardas para agricultura, adiando assinatura do tratado.

▸ Brasil espera assinatura do acordo em janeiro, durante presidência paraguaia no Mercosul, com apoio da UE.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste sábado (20), em Foz do Iguaçu, que a França não terá força política para bloquear, sozinha, a conclusão do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia (UE). A declaração foi feita após o adiamento da assinatura do tratado, que estava prevista para ocorrer hoje, durante a cúpula de chefes de Estado do bloco sul-americano.

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Segundo Lula, conversas recentes com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, indicam que o acordo está politicamente maduro e pode ser assinado no início de 2026, mesmo diante da resistência francesa. “Se ela estiver pronta para assinar e faltar só a França, segundo a Úrsula Von Der Leyen e o Antonio Costa, não haverá possibilidade de a França, sozinha, não permitir o acordo”, afirmou o presidente brasileiro.

O recuo na assinatura neste sábado, contudo, não se deu apenas à pressão de Paris. O entrave decisivo veio da Itália, que mudou de posição nas horas finais da negociação. A primeira-ministra Giorgia Meloni alinhou-se momentaneamente ao presidente francês, Emmanuel Macron, ao exigir salvaguardas adicionais para o setor agrícola italiano.

De acordo com Lula, Meloni manifestou preocupação com a distribuição de recursos dentro da União Europeia e com possíveis prejuízos aos produtores de seu país diante da abertura comercial. O movimento italiano foi suficiente para adiar a formalização do tratado, apesar do amplo apoio dentro do bloco europeu.

Ainda assim, o governo brasileiro mantém a expectativa de que o acordo seja firmado já em janeiro, durante a presidência temporária do Paraguai no Mercosul. “O acordo será firmado e eu espero que seja assinado no primeiro mês da presidência do Paraguai, pelo companheiro Santiago Peña”, disse Lula. A previsão é que a conclusão formal ocorra no dia 12 de janeiro.

Enquanto Macron insiste que “as contas não fecham” e mantém o veto em nome da proteção aos agricultores franceses, que temem a concorrência de produtos sul-americanos, outras potências europeias pressionam pela ratificação imediata. O chanceler alemão, Friedrich Merz, e o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, defendem o tratado como estratégico para reduzir a dependência comercial da China e amortecer eventuais tarifas impostas pelos Estados Unidos.

Se a União Europeia quiser manter credibilidade na política comercial global, decisões precisam ser tomadas agora”, afirmou o chanceler alemão, explicitando o peso geopolítico do acordo além da dimensão econômica.

No plano institucional, o otimismo de Lula se apoia nas regras de aprovação do Conselho Europeu. A ratificação não exige unanimidade: basta maioria qualificada, com o apoio de ao menos 15 dos 27 países-membros que representem 65% da população da UE.

Embora a França seja uma das nações mais populosas do bloco, o apoio de Alemanha e Espanha, aliado a uma eventual recomposição da posição italiana, tende a isolar Paris. Negociado há 25 anos, o acordo Mercosul–UE criará uma das maiores zonas de livre comércio do mundo, abrangendo setores como agronegócio, indústria, serviços e propriedade intelectual.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Ana Gabriela Sales

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

3 Comentários
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  1. AMBAR

    20 de dezembro de 2025 2:48 pm

    Lula não vê razão para ser pessimista. Ele sabe que dobra qualquer um, é só uma questão de tempo. Quando ele quer alguma coisa, ele faz acontecer. O mais difícil ele conseguiu: a simpatia da Úrsula Vanderléia, então, é só aguardar.

  2. Paulo Dantas

    20 de dezembro de 2025 3:25 pm

    Pelo cheiro da coisa UE , BCE e OTAN estão com dias contados.

    Se duvidar sobra até para a UEFA …

  3. ANABI RESENDE FILHO

    20 de dezembro de 2025 3:46 pm

    Parodiando Paulo Nogueira Batista Júnior, Lula está ansioso pra fazer uma grande m*!

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