O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu o fortalecimento de parcerias internacionais como estratégia para impulsionar a indústria nacional e anunciou R$ 5,6 bilhões em investimentos em mobilidade urbana no estado de São Paulo.
A declaração foi feita durante visita à unidade da CRRC em Araraquara, onde está sendo implantada uma fábrica de equipamentos ferroviários — movimento que marca a retomada de investimentos industriais no setor.
Segundo o presidente, acordos com países que dominam tecnologias ainda não internalizadas pelo Brasil são fundamentais para acelerar o desenvolvimento produtivo. A estratégia envolve não apenas a importação de equipamentos, mas também a transferência de conhecimento e qualificação de mão de obra, com intercâmbio de trabalhadores e técnicos.
“É muito importante fazer parceria com países que queiram trazer tecnologias que o Brasil ainda não domina, porque isso significa que a gente vai ter que ter trabalhadores e trabalhadoras bem formados. Certamente muita gente dessa empresa vai à China fazer cursos de aprendizado e aperfeiçoamento. Certamente muitos chineses virão para cá para ajudar o Brasil a ser detentor do conhecimento dessa tecnologia”, declarou Lula.
No mesmo evento, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) formalizou contratos de financiamento que somam R$ 5,6 bilhões, destinados a projetos estruturantes de mobilidade urbana no estado.
Os recursos serão direcionados principalmente a dois projetos:
- R$ 3,2 bilhões para o Trem Intercidades (Eixo Norte), que ligará São Paulo a Campinas
- R$ 2,4 bilhões para a expansão da Linha 2 do metrô da capital paulista
As iniciativas fazem parte do Novo PAC e são vistas como estratégicas para reduzir gargalos logísticos e melhorar a infraestrutura urbana.
Durante o discurso, Lula também defendeu o papel do BNDES como instrumento de financiamento do desenvolvimento, argumentando que investimentos desse tipo não devem ser tratados como gasto, mas como formação de ativos produtivos com retorno econômico.
O movimento sinaliza uma estratégia mais ampla do governo baseada em três pilares:
1. Transferência tecnológica via parcerias internacionais
Ao atrair empresas estrangeiras como a CRRC, o governo busca internalizar conhecimento produtivo — algo essencial para elevar o conteúdo tecnológico da indústria brasileira.
2. Uso do financiamento público como indutor
O BNDES volta a assumir papel central na viabilização de projetos de grande escala, reduzindo o custo de capital e estimulando investimentos privados associados.
3. Infraestrutura como vetor industrial
Projetos de mobilidade não apenas melhoram o transporte, mas também criam demanda para cadeias produtivas complexas, como a indústria ferroviária.
Rui Ribeiro
26 de março de 2026 12:09 pm“Além disso, Vorcaro terá de “esclarecer” as relações dele com dois ministros do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes”.
Vão poupar o Ministro Kassio Nunes Marques, cujo filho recebeu zilhões do Master?