O mercado de trabalho brasileiro registrou a menor taxa de desocupação da série histórica iniciada em 2012, chegando a 5,6%, com a desocupação regional recuando em dois estados – Santa Catarina e Mato Grosso — e permanecendo estável na maior parte do país.
Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua Trimestral, os dados deixam em destaque as desigualdades estruturais e desafios regionais.
Pernambuco, Amapá e Bahia continuam apresentando as maiores taxas de desemprego do país, com índices de 10%, 8,7% e 8,5%, respectivamente. Por outro lado, estados como Santa Catarina e Mato Grosso destacam-se com as menores taxas, ambas em 2,3%.
Quando se analisa o perfil da população desocupada, o estudo mostra que a taxa para mulheres (6,9%) permanece significativamente acima daquela observada entre homens (4,5%), enquanto a desocupação entre pretos (6,9%) e pardos (6,3%) também supera a média nacional.
A taxa de informalidade para o Brasil foi de 37,8% da população ocupada. As maiores taxas ficaram com Maranhão (57,0%), Pará (56,5%) e Piauí (52,7%) e as menores, com Santa Catarina (24,9%), Distrito Federal (26,9%) e São Paulo (29,3%).
Menos tempo em busca de trabalho
Segundo os dados do IBGE, o terceiro trimestre de 2025 registrou o menor número histórico de pessoas buscando emprego em várias faixas temporais desde 2012.
Duas das quatro faixas de tempo de procura mostraram seus menores contingentes para um terceiro trimestre, na série histórica da PNAD Contínua, que teve início em 2012: de 1 mês a menos de 1 ano (3,1 milhões) e de 1 ano a menos de 2 anos (666 mil).
A faixa inicial, de menos de um mês (1,1 milhão), mostrou o menor contingente desde 2015, e a faixa de 2 anos ou mais (1,2 milhão), o menor contingente desde 2015. Nessa faixa de tempo mais longa, o contingente recuou 17,8% frente ao terceiro trimestre de 2024.
Rendimento cresce no Sul e Centro-Oeste
No terceiro trimestre de 2025, o rendimento médio real de todos os trabalhos habitualmente recebido foi estimado em R$ 3.507, ficando praticamente estável frente ao visto no trimestre imediatamente anterior (R$ 3.497) e alta frente ao mesmo trimestre de 2024 (R$ 3.373).
Na comparação trimestral, o Sul (R$ 4.036) e o Centro-Oeste (R$ 4.046) foram as regiões com alta estatisticamente significante do rendimento, enquanto as demais permaneceram estáveis. Em relação ao 3º trimestre de 2024, foi observado crescimento dos rendimentos no Nordeste (5,7%), Sul (8,4%) e Centro-Oeste (5,8%).
Rui Ribeiro
14 de novembro de 2025 9:12 pmOs barqueiros centralizadores da riqueza são como eu, falam pelos cotovelos e não dizem nada. Algum cenário dispensa a cautela na condução da política monetária?