Por Tomaz Castrisana
Estamos na era do consumo de serviços, mesmo os produtos vendidos se apresentam embarcados em serviços: TV a cabo, APPs, etc. Ainda não vi uma discussão inteligente sobre a redução da importância da indústria e o aumento da representatividade econômica dos serviços.
Me parece ser normal o aumento do consumo de serviços a medida que a renda cresce. A classe média não consome mais aparelhos de TV ou veículos, mas, com certeza, viaja muito mais e consome mais serviços ligados a saude e a estética.
Vejo constantemente a critica à desindustrialização do país como se fosse um problema localizado e fundamental. Porém, vejo a queda do desemprego e o crescimento do consumo, o que talvez indique que o problema não seja tão grave. No passado a qualidade de vida do país era definida pela qualidade e dimensão de sua indústria, será que ela ainda o é?
Cabe ainda outro registro: comenta-se com frequência a grande participação dos impostos na economia nacional em comparação com a dos paises desenvolvidos. Cabe lembrar que os 25% dedicados ao governo pela economia americana contra os nossos 34% são aplicados sobre uma base 4 vezes maior ou seja o governo americano tem aproximadamente US$ 10.000 para aplicar para cada cidadão enquanto que o governo brasileiro tem aproximadamente U$$ 3.3300. Poucos analistas tem a sua isenção política e o parabenizo por isso.
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