5 de junho de 2026

O baixo retorno financeiro do mercado de música online

Enviado por jns

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O crescente mercado de música online e o baixo retorno financeiro

As empresas competem para conquistar os assinantes e enfrentam o desafio adicional de receber o pagamento pela disponibilização de música pelo serviço de streaming.

Do NYTimes

A Stream of Music, Not Revenue’ 

Ben Sisario

Quando a Spotify, a empresa de música digital do momento, anunciou esta semana um acordo de exclusividade com o Led Zeppelin e o seu impressionante número de acessos em dispositivos móveis.

A Spotify, após a assinatura do Metallica, firma acordo de exclusividade para transmitir música online do Led Zepplin através do seu serviço de streaming.

Seus ouvintes consumiram 4,5 bilhões de horas de audição de músicas, este ano, e pagaram mais de US $ 1 bilhão em royalties de música desde a sua fundação.

Mas a Spotify, uma empresa privada, omitiu os resultados que os executivos da música, concorrentes e investidores se preocupam mais: quantas pessoas usam o serviço e quantas pagam por isso?

Serviços como o Spotify, Pandora e o novo Radio iTunes da Apple se tornaram a última esperança para o sitiado negócio da música. Eles permitem que os clientes acessem vastos catálogos de músicas on-line, gratuitamente ou através de assinaturas, ao custo, quase simbólico, de 3 dólares por mês.

Com arrefecimento das vendas de download, após uma década de crescimento, o streaming tem o potencial de transformar o modelo financeiro da indústria através da cobrança, apenas, para o ato de ouvir. Em vez de vender um CD ou um download, as empresas poderiam ganhar royalties cada vez que alguém clicasse em ouvir uma faixa.

“Os hábitos de compra dos amantes da música estão mudando”, disse Doug Morris, presidente da Sony Music Entertainment, a investidores, em uma conferência em Los Angeles, no mês passado. “Ao invés de comprar discos físicos, ou mesmo fazer downloads digitais, os consumidores estão começando a preferir comprar através dos serviços de streaming.”.

A mudanças começaram a afetar a forma como as canções de sucesso são feitas por jovens artistas que estão ganhando muito da popularidade e impulso a partir de plataformas de streaming.

No entanto, mesmo com o crescimento, as empresas de streaming estão encontrando problemas. Os amantes da música querem consumir grandes quantidades de música gratuita, sem pagar uma assinatura mensal.

Pandora, a empresa de streaming de capital aberto, disponibiliza 1,5 bilhão de horas de música por mês para mais de 70 milhões de usuários, mas apenas cerca de três milhões deles pagam. O restante dos ouvintes usa, livremente, suportando, porem, a veiculação de publicidade. Mesmo que tenha um valor de mercado de 5 bilhões de dólares, a Pandora tem que buscar o lucro financeiro.

“Há uma resistência irracional das pessoas em autorizar o desconto no seu cartão de crédito para serviços de streaming”, disse Ted Cohen, consultor de música digital de TAG Strategic. “Estamos, há 13 anos, sob a influência do fenômeno Napster, da ‘música de graça” e é difícil levar as pessoas de volta para a ideia de que a música vale, pelo menos, o preço de uma xícara de café consumido em uma semana.”

Os vídeos de música livre do YouTube tornaram-se a plataforma de audição mais popular entre os jovens ouvintes, segundo a Nielsen.

Quando o presidente-executivo da Spotify, Daniel Ek, foi questionado sobre o número de assinantes da empresa, ele disse, “Nós não somos uma empresa que irá atualizar os números com cada milhão de subscrição que recebermos. Vamos atualizá-los quando sentirmos que há metas importantes alcançadas.”

Atingir estes marcos pode ser, cada vez mais, desafiador. Com várias empresas importantes prestes a entrar no mercado, nos próximos meses, a competição em streaming de música está prestes a se intensificar.

O Beats Music, um serviço de assinatura dos fabricantes de fones de ouvido Beats by Dr. Dre, chegará em janeiro, acompanhada por uma campanha de marketing agressiva. O YouTube e a Deezer, uma empresa francesa, também podem entrar no mercado americano com planos de assinatura. Eles se juntam a um mercado de streaming que já está lotado, que inclui Rdio, Rhapsody, Google’s All Access, Xbox Music from Microsoft e a  Sony’s Music Unlimited.

E enquanto todas essas empresas lutam, entre si, para conquistar os assinantes, elas enfrentam o desafio adicional de conseguir que os fãs de música paguem pelo streaming de música.

A estratégia da Spotify tem sido a de atrair clientes com uma versão suportada por publicidade gratuita e espera que eles possam ser convencidos a pagar entre 5 a 10 dólares, por mês, para ter regalias como som de melhor qualidade sem anúncios. Mas o serviço, que começou na Suécia, em 2008, e, agora, está disponível em 55 mercados ao redor do mundo, não atualiza o seu número de clientes desde março, quando foram atingidos 24 milhões de usuários e apenas seis milhões de pagantes.

O acesso gratuito limitado em dispositivos móveis, que a Spotify anunciou esta semana, foi, em parte, uma forma de continuar a atrair os consumidores que agora gastam mais do seu tempo em telefones e tablets do que em computadores desktop. Daniel Ek disse que a metade dos novos usuários do Spotify foi inscrita através de dispositivos móveis. A Spotify espera atrair novos clientes através da exclusividade com músicos populares, como o fez, nesta semana, com o Led Zeppelin.

Daniel Ek, executivo-chefe da Spotify, anunciou o livre acesso de música em dispositivos móveis.

O Beats Music não oferecerá músicas com opção de escuta livre, mas os clientes deverão encontrar um serviço, suficientemente, atraente para pagar. Esse plano pode servir de apelo positivo para músicos, que se queixam dos baixos valores dos royalties que recolhem dos serviços gratuitos, considerando-se que as taxas de royalties de músicas consumidas por serviços pagos tendem a ser muito maior.

Dentro do mundo do streaming, a opinião predominante é que o mercado ainda é novo e tem um potencial enorme. Em 2012, os serviços de streaming e rádio por satélite, nos Estados Unidos, contribuíram com mais de US $ 1 bilhão em receita para a indústria fonográfica, representando um aumento de 59 por cento em relação ao ano anterior. Ainda assim, esses números são pequenos em comparação com a 5,6 bilhões de dólares a auferidos partir de downloads e vendas físicas, de acordo com dados da Recording Industry Association of America. O crescimento da transmissão online deverá continuar a um ritmo ainda mais rápido em 2014, enquanto as vendas e os downloads CD continuarão, provavelmente, em declínio.

“Levou muitos anos para os downloads digitais dominar o mercado, juntamente com os CDs, e, com o tempo, as assinaturas serão uma terceira opção amplamente adotada”, disse Anthony Bay, diretor executivo da Rdio, que iniciou as atividades em 2010, ainda não anunciou seus números de assinantes, mas na quinta-feira começou uma campanha de marketing por meio de um acordo com a gigante do rádio Cumulus Media para promover o seu negócio.

Ainda não está claro quantos assinantes um serviço precisa ter para ser sucesso no mainstream, embora a Spotify pareça ter planejado algo como 40 milhões como o seu alvo. Ela usa esse número para demonstrar quanto dinheiro pode contribuir para a indústria da música e o streaming se tornar uma opção dominante.

A maioria dos prestadores de serviços não anunciam os seus resultados, mas os executivos da música e os analistas estimam que o número total de assinantes de serviços de streaming pagos nos Estados Unidos situa-se em pouco mais de cinco milhões. Esses números são insignificantes, em comparação com os números publicados por outras empresas de mídia como o Netflix, que possui cerca de 31 milhões de assinantes, e a Sirius XM Radio, com mais de 25 milhões.

Vários analistas duvidam que as empresas de streaming possam atrair uma quantidade significativa de clientes pagantes e citam a queda acentuada nas vendas de música na última década e a oferta abundante de música on-line gratuita. Eles afirmam que vai ser difícil sobreviver veiculando apenas publicidade.

Em vez disso, outros especialistas vislumbram o sucesso destas empresas baseadas em um modelo de subsídio, em que as vendas de música possam apoiar outro tipo de negócio com margens de lucros mais elevadas. A Apple, por exemplo, realiza a venda de música com baixa margem de ganho para estimular a demanda para iPods, telefones e computadores.

“A música é um complemento adicional, mas não é algo que você fica ansioso para pagar, se você não o tem”, disse James L. McQuivey, analista da Forrester Research. 

E, para piorar o quadro, há a concorrência feroz de novos operadores que continuam a inundar o mercado. Quando perguntado sobre a concorrência, Daniel Ek do Spotify observou que era maior, quando sua empresa começou. E muitos desses serviços – como o Myspace Music, Napster e Zune – diminuíram ou desapareceram completamente. Mas ele disse que estava satisfeito de ser um líder, em vez de ser mais um concorrente (um challenger).

“Eu prefiro ser caçado, do que ser aquele que tem de perseguir as pessoas”, disse Ek.

STREAMING

Há uma série de tecnologias emergentes de streaming que permitem a transferência de dados online, processados com fluxo regular e contínuo.

Com o crescimento da Internet, as tecnologias de transmissão estão se tornando cada vez mais importantes, devido á incapacidade da maioria dos usuários de acessar rápido o suficiente para baixar grandes arquivos multimídia.

Com o streaming, o usuário pode iniciar a exibição dos dados antes que todo o arquivo seja transmitido.

Isto significa que, se o cliente receber o fluxo de dados mais rapidamente do que o necessário, torna-se necessário encaminhart os dados em excesso para uma área de armazenamento temporário.

O atual padrão de dados de áudio na Internet é da Progressive Network’sRealAudio.

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4 Comentários
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  1. Frederico69

    22 de dezembro de 2013 11:35 am

    se acostumaram a roubar os clientes

    com os preços que cobram, agora vão pagar por isso.

    a ladainha chega a ser cômica, “Estamos, há 13 anos, sob a influência do fenômeno Napster, da ‘música de graça”

    como se no tempo dos lp e fita cassete não se compartilhasse uma música com os amigos??

    que se dane a industria porno, digo fonográfica.

  2. Marco St.

    22 de dezembro de 2013 12:29 pm

    Uma reportagem inteira sobre

    Uma reportagem inteira sobre música e nenhum músico falou. Só os empresários.

    Entendi.

  3. jns

    23 de dezembro de 2013 2:31 am

    Música Transmídia

    Jeymes  ‘The Bullitts’  Samuel

    No mundo transversal da música como filmes ou filmes como música.

    Promover um artista através do lançamento e divulgação de singles musicais faz parte do passado.

    O melhor exemplo da mutação desta estratégia é o britânico Jeymes Samuel, que divulgou o álbum They Die by Dawn & Other Short Stories com uma tuitada: “AMELIA SPARKS’ DIARY: DAYS 1”.

    Amelia Sparks, que o usuário descobre no twitter oficial do Bullitts e em um romance gráfico lançado no site da banda, é um personagem fictício que não tem a aventura finalizada pelo cerebral e irreverente Jeymes Samuel.

    [video:http://youtu.be/nYMN82IvE6I%5D

    The Bullitts, máscara criada por Jeymes Samuel, não é uma banda convencional, o que não impede que possa se apresentar como um grupo disforme envolvendo a atriz Lucy Liu  (que interpreta o personagem Amelia Sparks nos vídeos), o artista americano de hip hop Jay Electronica e o ator Idris Elba.

    A música transmídia é uma narrativa interativa que lida com a forma e é dispersada, sistematicamente, através de múltiplos canais de distribuição e, no vale tudo midiático, música pode ser cinema, áudio-literatura e um vídeo clipe irreverente como Supercool.

    Nele, Samuel Jeymes, disfarçado de mendigo, convence a atriz Rosario Dawson a dançar no meio da rua. 

    [video:http://youtu.be/kSsYwd5REEI%5D

    O viral Supercool foi filmado por Jeymes com uma câmera caseira Canon 5D.

    Ele finalizou o seu curta Weirdo com um iPhone 4S e gravou o outro, Run & Rideem, em um Ipad 2.

    Samuel Jeymes, no entanto, leva a sua aventura além, ao sugerir que poderia compor, em tempo real, um curta ou um vídeo com a ajuda dos fãs, usando a transmídia como o canal intermediário.

    O que teria acontecido se ele tivesse registrado o seu vídeo viral Supercool usando o aplicativo Bambuser do seu iPhone, que permite o diálogo dos usuários em um bate-papo paralelo?

    E se ele decidir usar a ferramenta Booki.cc para escrever coletivamente o roteiro de outro curta? 

    Enquanto buscamos as respostas, a indústria da música continua vendendo plástico, em forma de cópias de CDs, e lança singles promocionais, empenhada em combater o uso de direitos autorais e inovações tecnológicas, tais como o Megaupload. – [ Por Bernardo Gutierrez ]

    They Die By Dawn & Other Short Stories

    “Se é a música como filmes ou são filmes como música, o público ficará encantado com cada movimento do personagem envolvido no drama como estaria em uma sala escura assistindo um filme de Scorsese.” – Chris Coplan

    [video:http://youtu.be/HIYSY6F0br4%5D

  4. Ninguém

    5 de março de 2018 2:19 pm

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