Monitor Mercantil.
09/11/2010 – 22:11
Controle de capital ganha apoio no G20
MEDIDA, QUE TEM AVAL DO BIRD, É RESPOSTA À INJEÇÃO DE US$ 600 BI PELOS EUA
O debate sobre a imposição de controles de capitais ganhou peso na reunião do G20 que ocorre esta semana na Coréia do Sul, após o Estados Unidos injetarem US$ 600 bilhões nos bancos do país, o que vai provocar uma inundação de dólares no exterior, valorizando ainda mais outras moedas, como o real.
O tema teve destaque na agenda da reunião preparatória, relatou o representante do Brasil no Fundo Monetário Internacional (FMI), Paulo Nogueira Batista Jr., antigo defensor da medida: “O assunto deixou de ser um anátema”, disse.
ComjCom juros e ritmo de crescimento mais elevados que o norte-americano, os países emergentes se tornaram destinos preferenciais de capitais especulativos em busca de ganhos de curto prazo, o que provoca a valorização de suas moedas. E gera o risco de altas excessivas e artificiais de ativos como ações e imóveis.
Tailândia, Indonésia, Equador e Rússia começaram a impor medidas para tornarem-se menos atrativos para recursos de curto prazo, reduzindo sua remuneração potencial. Já o Brasil limitou-se a elevar o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre aplicações de estrangeiros em renda fixa e variável.
Sri Mulyani Indrawati, diretora do Banco Mundial (Bird), disse, na Malásia, que os países asiáticos poderão necessitar controlar capitais para evitar que o aumento de liquidez decorrente da decisão do Fed provoque o surgimento de bolhas em suas economias.
Indrawati ressaltou que qualquer medida seria temporária e de caráter específico. A China, que já possui controle de capitais, decidiu elevar as restrições à entrada de recursos estrangeiros no país.
O organismo responsável pelo câmbio anunciou que vai intensificar a fiscalização sobre a remessa de fundos de companhias chinesas que operam no exterior e sobre investimentos estrangeiros diretos.
http://www.monitormercantil.com.br/mostranoticia.php?id=87411
China anuncia regras para limitar fluxo de capital
Órgão regulador chinês vai administrar cotas para uso de dívida estrangeira e impedir os bancos de excederem suas cotas
Danielle Chaves, da Agência Estado
PEQUIM – O órgão regulador do câmbio externo da China anunciou uma série de medidas para limitar o forte fluxo de dinheiro para o país. A Administração Estatal de Câmbio Externo (Safe, na sigla em inglês) informou em comunicado que vai administrar rigidamente cotas para uso de dívida estrangeira de curto prazo por instituições financeiras e vai impedir os bancos de excederem suas cotas.
A Safe também vai reforçar a supervisão da repatriação de fundos por empresas chinesas listadas em bolsas de outros países e a entrada de investimento de investidores externos.
Nos últimos dias autoridades chinesas vêm levantando preocupações de que o excesso de liquidez global provocado pela segunda rodada de afrouxamento quantitativo implementada pelo Federal Reserve, banco central dos EUA, vai criar fluxos de capital desestabilizadores para a China.
Na sexta-feira, o presidente do Banco do Povo da China (PBOC, o banco central do país), Zhou Xiaochuan, afirmou que seu governo pode usar controles de capital para limitar os fortes fluxos de entrada de recursos até certo ponto. No entanto, a autoridade disse que certo grau de arbitragem internacional é inevitável em razão da diferença entre as taxas de juros da China e dos EUA e das expectativas sobre flutuação na taxa de câmbio. As informações são da Dow Jones.
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