5 de junho de 2026

O excesso de reclamação na indústria automobilística e a falta de investimento

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Por Douglas – SBC

Ref. ao post: Como Dilma conseguiu perder o apoio da indústria

Automobilística: Acho uma perda de tempo a valorização que se da para o desenvolvimento tecnológico dos carros nas indústrias montadoras nacionais nesta altura do campeonato.

De que adianta saber desenhar um carro (não sabemos)  se, no processo fabricação das autopeças, que é o que emprega e está a tecnologia, viramos  meros apertadores de botões.

Pega-se como exemplo qualquer grande sistemista e seus fornecedores, o projeto dos produtos deles vêm de fora, as normas de fabricação vêm de fora, assim como as máquinas operatrizes, as ferramentas usadas na confecção das peças. 

Não sabemos e nem fabricamos mais nenhum tipo de máquina industrial. Prensas, injetoras, centros CNC, equipamentos de medição, máquinas especiais, comandos eletrônicos…99% de tudo é importado.

 A penúltima novidade no setor é que as autopeças estão sendo importadas, e nem apertando botões estamos mais.

A última é que um número absurdo de empresários “malandros” do setor foram a falência nos últimos meses. Estes malandros frouxos não tiveram a garra suficiente para enfrentar o “câmbio ruim, sindicatos duros, imposto demasiados,  governos ladões, fiscais corruptos, leis absurdas, a chinesada, falta de infra estrutura, analistas escrotos”. 

Lourdes Nassif

Redatora-chefe no GGN

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11 Comentários
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  1. Athos

    19 de setembro de 2014 1:51 pm

    Se eu te disser que 40% da
    Se eu te disser que 40% da arrecadação do Governo Federal vem diretamente da venda de carros novos vc vai acreditar que não existe indústria no Brasil?

    1. Empresário de Aluguel

      19 de setembro de 2014 3:25 pm

      Se eu te disser que gostaria de saber a fonte, vc nos traria?

      Athos, ainda que isto seja verdadeiro, não podemos pensar estrategicamente em ser um “país de aluguel”.

      Se sua informação for factual, a situação é pior ainda do que pensava.

      Parece o pessoal que diz que “agora” (hehe, por que privatarizou…) a Vale “paga impostos”…

      Ora, prefiro que ela me pague impostos MAIS LUCROS que, por definição, são 2 a 6 vezes maiores. Estamos trocando 6 por 1/6 de dúzia?

      Fora outros corolários fundamentais de uma indústria própria: Citarei 4: conhecimento (tecnologia), competitividade, geração de capacidade de capital nacional e independência (controle superior da sua economia e especificamente, seu mercado).

       

      1. Athos

        19 de setembro de 2014 5:57 pm

        O ponto é que os impostos não

        O ponto é que os impostos não incidem sobre o lucro.

        1. Empresário de Aluguel

          19 de setembro de 2014 6:46 pm

          Cuma?!

          Esperava um “ex” e vc me deu um “com” (plicou).

    2. DeBarros

      19 de setembro de 2014 3:38 pm

      Menos um pouco, Athos.
      A

      Menos um pouco, Athos.

      A industria, digo, as montadoras de automoveis pagam muitos impostos, mas nao chega a 40% do que o governo arrecada. Se chegar a 10% diria que ja eh muito. As vendas totais das montadoras nao chegam a R$ 150 Bi, enquanto a arrecadacao do governo supera R$ 1 Tri.

  2. Mário Mendonça

    19 de setembro de 2014 2:09 pm

    Prezado Douglas 
    Em todo

    Prezado Douglas 

    Em todo mundo, choram de barriga cheia, e governos ainda subsidiam…..

    Muitas vezes me indago: quem é pior: o sistema financeiro ou estas corporações…..

    Abração

     

  3. Ivan de Union

    19 de setembro de 2014 2:18 pm

    Nao sabia que o Brasil tem la

    Nao sabia que o Brasil tem la essa “industria” toda de carros.  So os numeros contam?  Entao tem.

    Pena que qualidade nao conta pois os carros brasileiros sao tao ruins que nao seriam aceitos para importacao em varios paises do mundo.  Sao umas furrecas de dar medo, isso sim.

    A industria automobilistica brasileira tem ZERO direito de reclamar do governo do Brasil vendendo o que eles vendem aos brasileiros, e aos precos que eles vendem.

  4. Sta Catarina

    19 de setembro de 2014 3:29 pm

    Montadoras

    São tão ruins que o governo teve que exigir a instalação de Airbag e ABS por lei, por que senão não teriamos estes dispositivos instalados, quando na europa isso já é realidade desde a década de 80.

  5. Álvaro Noites

    19 de setembro de 2014 4:10 pm

    Me desculpem, mas este

    Me desculpem, mas este comentário elevado a post não condiz com a qualidade do blog.

  6. alexis

    19 de setembro de 2014 4:36 pm

    Chega de carros

    Vamos fabricar e viajar de trem, metro, etc. Cargas e passageiros.

    Os metalúrgicos terão vagas de trabalho nas duas ou três novas empresas do tipo “Santa Matilde”, espalhadas pelo Brasil

    O orçamento familiar irá liberar uma boa parcela para gastar em outras coisas, como turismo e laser, dentro do Brasil.

     

  7. gentilhomme

    19 de setembro de 2014 7:04 pm

    cheiro de complexo de vira latas, mas …

    Pode ser que ue só não tenha entendido muito bem.

    O autor do post acha que não faz muita diferença projetar e desenvolver carros e motores no Brasil? E desde quando não sabemos desenhar carros? Fazemos isso de há muito, assim como detemos relevante capacidade em desenvolver motores. 

    Não sou profundo conhecedor do setor, muito menos internacionalmente, mas nossa automobilística está entre os 10 maiores dispêndios em P&D do mundo, era disparado o setor dominado por empresas privadas que mais gastava. Podse-se pessoalmente achar mais importante fabricar a peça a ou b, mas a literatura internacional conisdera que o gasto em pesquisa é o principal indicador de capacidade tecnológica autóctone. 

    Não duvido que a nacionalização de peças tenha caido bastante, mas isso é muito diferente do que aconteceu nos EUA ou na França? Ocorre que às vezes há um domínio tecnológico sobre as estapas criticas na produção de um carro – não é o caso nosso porque somos fracos nos sistemas eletrônicos, que hoje são cruciais – mas opta-se, por questão de custos, por importar um monte de peças. Esse é de fato um aspecto das tais cadeias globais de valor. 

    No mais reitero que o InovaAuto é em si um modelo de política industrial muito avançado. Há um déficit na sua aplicação, mas decorre essecialmente na demora em implantar o sistema de rastreamento via nota fiscal eletrônica (que deve estar em plena operação em um ano, talvez um pouco mais). 

    Do ponto de vista tecnológico, como em quase todos setores o Brasil padece de uma eletrônica e de uma química fina (importante para compósitos e baterias) de respeito. Sem encarar isso de frente, vamos até ter uma posição intermediária em outros setores, mas sem capacidade de entrar pra valer nas etapas com mais capacidade de agregar valor na mairo parte das cadeias produtivas.

     

     

     

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