Dados compliados pelo IEDI (Instituto de Estudos de Desenvolvimento Industrial):
- Em outubro ingressaram no país US$ 27,6 bilhões, 64% a mais do que entroiu em setembro, até então recorde histórico do BC.
- No caso dos fluxo financeiros (investimentos de portfólio e outros investimentos), o principal canal de ingresso de dólares no país foram os investimentos em ações no exterior (os chamados Depositary Receipts), que somaram US$ 9,6 bilhões, também recorde histórico.
- Aumentaram também os investimentos em títulos de renda fixa no país (alta de 62,2%) e os outros investimentos estrangeiros (avanço de 45%) – em função, sobretudo, dos empréstimos de curto prazo. Em geral, são jogadas de tesouraria, entre multinacionais, visando aproveitar a melhor rentabilidade no Brasil.
- Houve também investimento em ações, devido à capitalização dfa Petrobrás (US$ 4,9 bilhões), a segunda maior cifra do ano.
- Os fluxos de Investimento Direto Estrangeiro (IDE) ingresso líquido de US$ 6,7 bilhões o mais elevado desde dezembro de 2008.
Diante desses dados, o IEDI constata que são pouco eficazes as medidas de desestímulo ao ingresso de investimento em de portolio em renda fixa, já que não tem impacto nos demais canais de entrada de recursos (ações, renda fixa no exterior e empréstimos externos de curto prazo).
A reação dos investidores foi mudar rapidamente a composição de seus porfolios.
Por isso mesmo, qualquer medida adicional de controle dos capitais externos terá que ser muito mais abrangente.
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