Política de preços da Petrobras não será alterada, diz presidente da estatal

Em entrevista, Joaquim Silva e Luna afirma que quantidade de refino feita pela estatal no país não é suficiente para atender mercado doméstico

(Tomaz Silva/Agência Brasil)

Jornal GGN – A Petrobras não pretende mudar a política de preços atualmente vigente, mesmo com o impacto dos preços dos combustíveis no índice de inflação do país, segundo indicação do general Joaquim Silva e Luna, atual presidente da Petrobras.

Apenas neste ano, a estatal aumentou a gasolina em 36%, e em 23% o diesel nas bombas. Em entrevista ao jornalista Manoel Ventura, publicada no jornal O Globo, Silva e Luna afirma que “até este ano, havia um repasse imediato das alterações do preço do dólar e do Brent (barril de petróleo). O que fizemos foi analisar as alterações que acontecem no mercado quase todos os dias. Deixamos de repassar imediatamente e passamos a avaliar o que são mudanças conjunturais e o que são estruturais, tanto para cima quanto para baixo”.

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De acordo com Silva e Luna, a quantidade de refino que a Petrobras e outras refinarias fazem não é suficiente para atender o mercado brasileiro. “A quantidade de refino que a Petrobras faz e outras refinarias fazem não abastece o nosso mercado. Da ordem de 30% do diesel e um pouco mais da gasolina dependem de importação. Se esse preço for praticado artificialmente, represado, vai haver desabastecimento no mercado. Isso é uma coisa grave e séria que a gente tem que estar atento. Os valores precisam permitir que haja a importação do combustível”.

Contudo, Silva e Luna fez um aceno aos caminhoneiros ao afirmar que existe um plano de criar um colchão de amortecimento, que viria dos tributos pagos pela Petrobras, capaz de suavizar os preços. “Quando tiver redução ou aumento do combustível, regula isso para não passar diretamente para a população. Isso é importante particularmente para os caminhoneiros, que fazem seus contratos e durante a execução daquele contrato tem alteração”.

Redação

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