5 de junho de 2026

Prévia da inflação oficial desacelera em agosto, segundo IBGE

IPCA-15 fecha período em 0,19%, segundo dados do IBGE; total acumulado em 12 meses perde força e totaliza 4,35%
Foto de Karolina Kaboompics via pexels.com

A prévia da inflação oficial chegou a 0,19% em agosto, ficando abaixo dos 0,30% registrados em julho, segundo dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

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Nos últimos 12 meses, a variação acumulada pelo IPCA-15 foi de 4,35%, ficando abaixo dos 4,45% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em agosto de 2023, a taxa foi de 0,28%.

Oito dos nove grupos pesquisados tiveram alta em agosto, sendo que Transportes foi responsável tanto pela maior variação (0,83%) como pelo maior impacto (0,17 ponto percentual) na composição do IPCA-15.

Em seguida, destacam-se os grupos Educação (0,75% e 0,05 p.p.) e Artigos de residência (0,71% e 0,03 p.p.).

Segundo o IBGE, a variação do grupo Transportes foi influenciada pelos combustíveis (3,47%), principalmente pela gasolina (3,33% e 0,17 p.p.), mas o etanol (5,81%), gás veicular (1,31%) e óleo diesel (0,85%) também subiram de preço. Já as passagens aéreas registraram queda nos preços (-4,63% e -0,03 p.p.).

Em Educação, os cursos regulares subiram 0,77% principalmente por conta dos subitens ensino superior (1,13%) e ensino fundamental (0,57%), enquanto o avanço do item cursos diversos (0,47%) foi afetado pelos cursos de idiomas (0,96%).

No grupo Habitação (0,18%), o principal impacto veio do gás de botijão (1,93% e 0,02 p.p), além da alta taxa de água e esgoto (0,13%) e do subitem gás encanado (0,17%). Já a tarifa de energia elétrica residencial passou de 1,20% em julho para -0,42% em agosto, com o retorno da bandeira tarifária verde.

O único grupo que apresentou queda no período foi Alimentação e bebidas (-0,80% e -0,17 p.p.).

A alimentação no domicílio (-1,30%) apresentou queda mais intensa do que a de julho (-0,70%) por conta da queda nos preços do tomate (-26,59%), da cenoura (-25,06%), da batata-inglesa (-13,13%) e da cebola (-11,22%). No lado dos subitens em alta, destaca-se o café moído (3,66%).

A alimentação fora do domicílio (0,49%) acelerou ante o visto em julho (0,25%), em virtude das altas mais intensas do lanche (de 0,24% em julho para 0,76% em agosto) e da refeição (0,23% em julho para 0,37% em agosto).

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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  1. Jicxjo

    28 de agosto de 2024 8:09 am

    Enquanto isso, venais economistas do mercado seguem batendo bumbo na mídia por um aumento da taxa SELIC, sem medo do ridículo:
    – Conforme todos os indícios dados pelo FED, os juros nos EUA devem começar a cair em setembro, aliviando o dólar aqui e por tabela a inflação respectiva – isso se Campos Neto não criar intencionalmente novo factoide e instabilidade para o dólar subir;
    – Lula, Haddad e Galípolo ajoelharam no milho, capitularam ao mercado e seu terrorismo contra qualquer opinião diferente acerca da condução da política monetária, avalizaram o “calabouço”, mas os papagaios na mídia continuam por inércia a falar “fiscal, fiscal, fiscal, curupaco!”;
    – Os dados mais recentes do IBGE mostram que a inflação perde força e não mais bate no teto da meta, sem riscos relevantes com preços sazonais nos próximos meses (alimentos perecíveis voltaram ao normal, commodities agrícolas seguem comportadas);
    – Nesta última parcial, houve aumento em transportes, em razão do aumento de preços dos combustíveis pela Petrobras. No entanto, reportagens desta semana indicam que em breve poderá haver movimento contrário, em razão do aumento de competitividade dos importadores;
    – O ciclo de preços estratosféricos das passagens aéreas no pós pandemia (“turismo de vingança” ou economia YOLO – You Only Live Once) se esgotou, sendo bastante perceptíveis as reduções nos preços tanto domésticos quanto nos voos internacionais;
    – O impacto pontual da crise no Rio Grande do Sul já foi absorvido, ficou menor do que os profetas do apocalipse diziam e daqui a nove meses sai do índice, ajudando a reduzi-lo ainda mais;
    – As projeções do PIB foram todas revisadas para cima, levando a novos recordes da arrecadação. Nosso maior risco passa a ser de inflação de oferta, se o Banco Central subir a taxa de juros e abortar os projetos de investimento produtivo em andamento.
    Por fim, os bonecos de ventríloquo do rentismo fingem esquecer que o CMN mudou a forma de perseguição da meta, não mais por exercício, mas de forma continua, com foco na tendência. Falar que o IPCA de 2024 vai fechar muito perto do teto da meta se a SELIC não subir agora em setembro é desonestidade intelectual.

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