O levantamento do Prisma Fiscal, divulgado pela Secretaria de Política Econômica SPE) do Ministério da Fazenda, trouxe melhora nas expectativas tanto para o curto prazo quanto para o resultado anual de 2026, com revisões positivas em arrecadação, resultado primário, inflação, Produto Interno Bruto (PIB) nominal e trajetória da dívida pública.
O documento reúne projeções de agentes de mercado para os principais indicadores da economia brasileira e funciona como um termômetro das expectativas do mercado.
Entre as revisões mais relevantes para 2026 está o resultado primário do Governo Central. A nova estimativa aponta déficit de R$ 68,206 bilhões, inferior à projeção de janeiro, que indicava rombo de R$ 72,400 bilhões.
A inflação anual, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), também apresentou melhora nas expectativas: a projeção passou de 4,17% para 4,02%.
O PIB nominal de 2026 foi revisado para cima, passando de R$ 13,447 trilhões para R$ 13,489 trilhões, sinalizando maior atividade econômica em valores correntes.
Já a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) ao final de 2026 teve leve redução na estimativa, passando de 83,70% para 83,48% do PIB.
Projeções de curto prazo indicam melhora em fevereiro
Para fevereiro de 2026, o relatório também aponta revisões positivas:
- INPC projetado em 0,50% no mês (ante 0,55% anteriormente);
- Taxa de desemprego estimada em 5,90% (ante 5,95%);
- Melhora nas expectativas de arrecadação federal;
- Projeção de resultado primário do mês em torno de R$ -34,3 bilhões.
As estimativas indicam arrecadação das receitas federais próxima de R$ 219,5 bilhões no mês, com receita líquida estimada em cerca de R$ 158 bilhões e despesas totais próximas de R$ 192 bilhões.
Mercado de trabalho permanece estável
As projeções para fevereiro indicam população ocupada acima de 102 milhões de pessoas e taxa de desemprego abaixo de 6%, sinalizando manutenção da resiliência do mercado de trabalho.
De acordo com o documento, a combinação de déficit primário menor que o projetado anteriormente, inflação ligeiramente mais baixa e melhora na expectativa para a dívida pública reforça um ambiente de maior previsibilidade fiscal.
Apesar da melhora, o cenário ainda aponta déficit primário em 2026 e dívida pública em patamar elevado, acima de 83% do PIB, mantendo a política fiscal no centro do debate econômico.
Veja abaixo o último relatório Prisma Fiscal divulgado pela Secretaria de Política Econômica.
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