10 de junho de 2026

Recuo sobre cobrança do IOF foi decisão técnica, afirma Haddad

Ministro da Economia afirma que análise técnica fundamentou decisão, e destaca importância do diálogo aberto sobre os temas
Foto: Diogo Zacarias/MF

A decisão a respeito do recuo na cobrança de IOF de investimentos efetuados no exterior por fundos brasileiros foi tomada a partir de uma revisão técnica, segundo o ministro da Fazenda Fernando Haddad.

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“O que aconteceu agora é justificável. Por isso, atendemos prontamente ao pleito depois de uma revisão técnica”, afirmou Haddad, em entrevista ao jornal O Globo, citando a reação do mercado financeiro, que interpretou a medida como uma tentativa de controle de capitais.

“Assim que eu identifiquei que havia um problema, reuni virtualmente a equipe para redigir o ato de correção”, explicou, ressaltando que o decreto foi publicado no Diário Oficial antes da abertura do mercado.

Sobre uma nova revisão das medidas, Haddad explica que diversas calibragens são feitas ao longo do tempo para acertar o equilíbrio daquilo que o governo deseja. “Neste momento, foi feita uma avaliação de um tópico que chamou a atenção e que, na nossa opinião, passava uma mensagem equivocada”, ressalta o ministro.

Questionado sobre um eventual descrédito na equipe econômica, Haddad acredita que quanto mais o diálogo é aberto e franco sobre os temas, mais se constrói reputação “inclusive para o momento em que não reconhece mérito nas críticas e avança”.

“Eu penso que, tanto de um lado quanto de outro, mostrar determinação para fazer o que é certo e rever aquilo que pode gerar problemas para a economia brasileira são posturas que se espera de uma equipe séria. Não consigo nem enxergar outra conduta alternativa a essa”, destacou.

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Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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6 Comentários
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  1. emerson57

    25 de maio de 2025 5:51 pm

    Essa taxa realimenta a inflação e impede o Brasil de crescer.
    Retira dinheiro e emprego do trabalhador e entrega para os rentistas que aumentam a taxa.
    O Guedes e o Campos Neto jamais chegariam nesses números. O bolçonário não deixaria.

    1. Rui Ribeiro

      26 de maio de 2025 7:41 pm

      Presidente da Câmara afirmou que o Brasil ‘não precisa de mais um imposto’.

      Sr. Presidente da Câmara, o Brasil precisa do imposto sobre grandes fortunas. Tá na constituição federal. Você não é crápula. É?

  2. emerson57

    25 de maio de 2025 5:54 pm

    “Não consigo nem enxergar outra conduta alternativa a essa”.
    O Haddad, professor que o é, poderia ensinar ao povo o que aconteceria com o Brasil se a taxa baixasse para 8%, por exemplo.

  3. Lênin and The Ulianovs

    25 de maio de 2025 6:03 pm

    Sim, claro.

    Jogar a bomba em Hiroshima também.

    Assar os judeus idem.

    Também é técnica a decisão de matar prisioneiros de guerra, porque eles precisam ser alimentados e demandam contingente para vigiar a todos.

    É tudo um cálculo.

    Resta saber a serviço de quem a técnica é elaborada.

  4. Érison Mendonça

    26 de maio de 2025 10:58 am

    É impossível não reconhecermos que o Haddad é um neoliberal a serviço do mercado financeiro.

  5. Lênin and The Ulianovs

    26 de maio de 2025 2:55 pm

    O presidente da Câmara acabou de mostrar como funciona.

    Haddad deus os anéis…

    O centrão quer as pregas…

    Como se diz, querem o c* e querem raspado…

    Muito bem feito para esse governo de frouxos…

    Têm que apanhar mais, muito mais, e se tudo andar como previsto, o PT e Lula vão sumir do mapa em 2026.

    Quem sabe vem uma esquerda de verdade?

    31,3 bilhões retirados das universidades… Lula vai reunir para “recompor”…

    Rerererere …

    E ainda vem o Nassif dizer que Lula é um ativo…

    É uma vergonha…

    Alguém interdite nosso Joe Biden, por favor….

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