O terceiro mandato do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terá a reforma tributária como uma de suas prioridades já em 2023, assim como o resgate de uma série de valores estabelecidos por Lula ao longo de seus dois mandatos.
Tais prognósticos foram apresentados pelo ex-prefeito e ex-ministro Fernando Haddad, que representou o presidente eleito em encontro promovido pela Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) nesta sexta-feira.
“Todos aqui tiveram a oportunidade de conviver com o presidente Lula, e ele é muito objetivo em relação aos propósitos do seu terceiro mandato, que de certa maneira resgata muito dos valores que ele procurou imprimir durante os 8 anos que exerceu a presidência”, disse Haddad.
E um dos pontos abordados foi a reforma tributária, a qual Haddad afirmou que deve ter início “no início do próximo governo”, após duas tentativas frustradas ao longo de seus mandatos.
“Estamos aí há praticamente duas décadas tentando realizar esse trabalho, e todos sabem também que, de alguns anos para cá, uma proposta amadureceu – inclusive com dois ex-colaboradores do presidente Lula (os economistas Bernard Appy e Nelson Barbosa)”, lembra Haddad. “E isso se substanciou em uma proposta de emenda constitucional, que está tramitando”.
Haddad ressaltou que a reforma tributária será feita em etapas, a começar pela questão de alguns tributos, e o próximo passo será uma reformulação dos impostos sobre renda e patrimônio para completar o ciclo.
“Qualquer advogado tributarista consultado vai dizer que é um verdadeiro caos que estamos vivendo no Brasil, que afugenta investimentos e atrapalha os investidores sediados no Brasil”, afirma Haddad. “(O presidente Lula conta) com o apoio da sociedade, inclusive do setor bancário, para que a gente tenha êxito no ano que vem em fazer uma reforma que é essencial”.
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