21 de maio de 2026

Regime de partilha é mais vantajoso para o Brasil, diz estudo

Modelo em vigor atualmente garante maior retorno financeiro ao Estado e à sociedade do que regime de concessão
Navio-plataforma P-71, instalado no campo de Itapu, no pré-sal da Bacia de Santos, a 200 km da costa do Rio de Janeiro. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O regime de partilha para o mercado de petróleo e gás é mais vantajoso para o Brasil do que o modelo de concessão, ao garantir benefícios como maior retorno financeiro ao Estado e à sociedade.

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Estudo divulgado pelo Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep) ressalta que o modelo de partilha também fortalece a soberania energética e garante recursos para investimentos em áreas estratégicas, como educação, saúde, ciência, meio ambiente e adaptação às mudanças climáticas, por meio do Fundo Social do Pré-sal.

Estabelecido em 2010, o regime de partilha garantiu que a Petrobras, na época, fosse a operadora dos blocos pré-sal com uma participação mínima de 30%.

O documento do Ineep destaca que tal estrutura garantia ao Brasil não apenas a apropriação de uma fatia maior da renda petroleira, mas também a capacidade de coordenar a exploração e produção de óleo e gás em território nacional — condição essencial para assegurar uma transição energética justa.

Diante disso, o instituto alerta para os riscos do Projeto de Lei 3.178/2019, que está no Senado e retira da Petrobras o direito de preferência nos leilões do pré-sal, abrindo espaços para que áreas estratégicas sejam licitadas sob o regime de concessão e colocando em risco recursos que poderiam financiar políticas sociais e tecnológicas.

Veja mais a respeito do tema na íntegra do estudo do Ineep.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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