10 de junho de 2026

Serviços e consumo das famílias puxam PIB no primeiro trimestre

País avançou 0,8% nos primeiros três meses do ano, segundo dados do IBGE; governo mantém projeção de crescimento anual em 2,5%
Foto de RDNE Stock project via pexels.com

O PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro encerrou o primeiro trimestre com crescimento de 0,8% no comparativo com o mesmo período do ano passado, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

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Quando a comparação é em relação ao 1º trimestre de 2023, o avanço registrado é de 2,5%. Indústria (2,8%) e Serviços (3%) tiveram variação positiva, enquanto a Agropecuária (-3%) recuou.

Nos quatro trimestres terminados em março de 2024, o PIB cresceu 2,5% ante o mesmo período de 2023. Nessa comparação, houve altas na Agropecuária (6,4%), na Indústria (1,9%) e nos Serviços (2,3%).

De acordo com o IBGE, o crescimento foi diretamente influenciado pelo setor de Serviços, com alta de 1,4%, com destaque para Comércio (3%), Informação e Comunicação (2,1%) e Outras Atividades de Serviços (1,6%). A Agropecuária cresceu 11,3% e a indústria apresentou desempenho praticamente estável (-0,1%).

Outro destaque positivo apontado foi o aumento dos investimentos, alavancados pelo aumento na importação de bens de capital, no desenvolvimento de software e na construção. Uma das características do PIB do primeiro trimestre de 2024 é que ele é mais pautado pela demanda interna.

No primeiro trimestre de 2024, a taxa de investimento foi de 16,9% do PIB, abaixo dos 17,1% registrados no primeiro trimestre de 2023. Ataxa de poupança foi de 16,2%, ante 17,5% no mesmo trimestre de 2023 – segundo o IBGE, a poupança diminuiu por conta do avanço acima do PIB do consumo das famílias.

Crescimento dentro do esperado

Segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o PIB do primeiro trimestre “veio forte” e dentro das estimativas calculadas pela Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda.

“Nós continuamos mantendo a previsão de crescimento para o ano na casa de 2,5%. Aliás, a maioria das casas estão revendo o PIB brasileiro para cima. Nós inicialmente imaginamos um PIB de 2,2%, já refizemos as contas para 2,5%, com ainda uma pequena incerteza, que é o impacto do ocorrido no Rio Grande do Sul sobre o crescimento econômico e sobre as contas nacional”, disse Haddad.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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