10 de junho de 2026

Setor de serviços recua 0,9% após atingir auge da série histórica

Atividades de transportes e serviços profissionais afetaram índice do IBGE em novembro; setor está 16,9% acima do nível pré-pandemia
Foto de AS Photography via pexels.com

O volume de serviços registrados no mercado caiu 0,9% no mês de novembro em relação a outubro, segundo dados da série com ajuste sazonal divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

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O recuo foi apurado um mês após o segmento ter registrado seu maior volume na série histórica iniciada em janeiro de 2011. Apesar da queda, o setor de serviços está 16,9% acima do nível pré-pandemia (fevereiro de 2020).

Duas das cinco atividades de serviços pesquisadas mostraram taxas negativas frente ao mês anterior: transportes (-2,7%) e serviços profissionais, administrativos e complementares (-2,6%).

Por outro lado, as atividades de informação e comunicação (1,0%), outros serviços (1,8%) e serviços prestados às famílias (1,7%) mostraram avanços na comparação com outubro de 2024.

Setor sobe 2,9% ante 2023

Os dados na comparação com novembro de 2023 apontam crescimento de 2,9%, em seu oitavo crescimento consecutivo no comparativo.

Segundo o IBGE, essa alta foi registrada por quatro das cinco atividades e por 56,0% dos 166 serviços investigados. O principal impacto positivo nessa comparação veio de informação e comunicação (6,6%) e os demais avanços vieram dos transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (2,7%), dos serviços prestados às famílias (5,0%) e dos serviços profissionais, administrativos e complementares (0,4%).

A única influência negativa veio de outros serviços (-1,0%), devido à redução das receitas de serviços financeiros auxiliares, das atividades de apoio à agricultura e da coleta de resíduos não perigosos.

Informação e comunicação lideram os ganhos no acumulado no ano

O acumulado do ano, comparado a 2023, cresceu 3,2%, com taxas positivas em quatro das cinco atividades e em 61,4% dos 166 tipos de serviços abrangidos pela pesquisa.

Uma das principais contribuições positivas partiu do grupo de informação e comunicação, que cresceu 6,4% e foi impulsionado pelos segmentos de telecomunicações; portais, provedores de conteúdo e outros serviços de informação na Internet; e desenvolvimento e licenciamento de softwares.

O segundo setor foi o de serviços profissionais, administrativos e complementares, que cresceu 6,7% com contribuições dos segmentos de agenciamento de espaços de publicidade; atividades jurídicas; e intermediação de negócios por aplicativos ou plataformas de e-commerce. Outros avanços vieram dos serviços prestados às famílias (4,7%) e dos outros serviços (1,9%).

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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