O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região cobrou nesta semana transparência e garantia de direitos diante da crise que envolve o Banco Master. A entidade afirma que não recebeu qualquer comunicação oficial da instituição sobre os desdobramentos recentes, o que aumenta a insegurança entre os 515 funcionários do banco.
Em nota oficial, o sindicato defende que nenhum trabalhador pode ser penalizado por decisões da gestão. A entidade também acompanha possíveis impactos sobre os 756 empregados do Will Bank, subsidiária do Master, que podem ser afetados conforme evoluem as negociações e investigações relacionadas ao grupo.
O sindicato relembra ainda as demissões em massa ocorridas ao longo do ano — 86 funcionários foram dispensados sem aviso prévio — e reforça que segue cobrando a reintegração dos desligados, além de assistência jurídica para casos que envolvem estabilidade e tratamento de saúde.
Segundo a entidade, a liquidação ou reestruturação do banco não pode resultar em perda de direitos ou cortes adicionais. A defesa é por “soluções que protejam o emprego e garantam o cumprimento integral da Convenção Coletiva da categoria”.
Nos últimos meses, o sindicato conquistou avanços parciais, como o pagamento da 13ª cesta-alimentação e a garantia de continuidade do plano de saúde para demitidos em tratamento. Permanecem em negociação temas como o pagamento de PPR a trabalhadores ativos e desligados.
A entidade acompanha ainda os efeitos de investigações que atingem o Master, como a Operação Carbono Oculto, reforçando que os funcionários “não podem ser responsabilizados por atos da gestão”.
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