O Brasil encerrou 2025 com um resultado recorde para as exportações, que chegaram a US$ 349 bilhões. Embora os dados tenham sido favoráveis também para as importações e para o superávit geral, o tarifaço imposto pelos Estados Unidos afetaram diretamente as vendas para o país.
O contraste entre o avanço global das exportações e a retração no comércio com os EUA evidencia como barreiras tarifárias específicas podem alterar fluxos comerciais, mesmo em um cenário de expansão das trocas internacionais.
Ao mesmo tempo, as importações também bateram recorde e chegaram a US$ 280,4 bi, valor 6,7% superior ao de 2024 e quase US$ 8 bi acima do recorde anterior, de 2022.
Com isso, a corrente de comércio somou US$ 629,1 bi, chegando ao maior patamar já registrado – com aumento de 4,9% sobre o ano passado. Já o superávit ficou em US$ 68,3 bi, terceiro maior resultado da série histórica, atrás apenas de 2023 e 2024.
Exportações batem recorde, puxadas por novos mercados
De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), as exportações brasileiras somaram US$ 349 bilhões em 2025, superando o recorde anterior e refletindo um crescimento de 5,7% em volume em relação a 2024.
O desempenho foi sustentado pela ampliação das vendas para mercados como China, União Europeia, Argentina, Canadá e Índia, reforçando a estratégia de diversificação dos destinos das exportações brasileiras.
Na contramão do resultado geral, as exportações brasileiras para os Estados Unidos recuaram 6,6% em 2025, totalizando cerca de US$ 37,7 bilhões. A queda ocorreu após a adoção de tarifas adicionais pelo governo norte-americano, que atingiram produtos relevantes da pauta brasileira.
Setores com maior exposição ao mercado dos EUA — como carnes, café, madeira, máquinas e bens industrializados — sentiram de forma mais direta o impacto das barreiras, com perda de competitividade e revisão de contratos ao longo do ano.
Já as importações foram impulsionadas principalmente pela compra de bens intermediários, combustíveis, máquinas e equipamentos. O avanço das importações reflete tanto a retomada da atividade econômica interna quanto a demanda por insumos utilizados na produção industrial e no agronegócio.
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