10 de junho de 2026

Tarifaço dos EUA elevou preços internos e forçou recuo, diz Guilherme Mello

Para Secretário do Ministério da Fazenda, medidas protecionistas de Trump afetaram inflação nos EUA e tiveram efeitos limitados no Brasil
Guilherme Santos Mello - Secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda. Foto: EDU ANDRADE/Ascom/MF

Pacote de tarifas dos EUA elevou preços internos e inflação, segundo secretário de Política Econômica Guilherme Mello.
Brasil mitigou impactos nas exportações com estratégia de diversificação e adaptação das cadeias produtivas.
Medidas protecionistas dos EUA geraram distorções no comércio global e abriram espaço para outros países.

Esse resumo foi útil?

Resumo gerado por Inteligência artificial

O pacote de tarifas adotado pelos Estados Unidos acabou gerando efeitos contrários ao esperado pelo governo de Donald Trump, com aumento de preços internos e necessidade de recuo em algumas medidas. A avaliação é do secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Em entrevista ao TV GGN 20 horas, Mello afirmou que o chamado “tarifaço” teve impacto direto sobre a inflação americana ao encarecer produtos importados e insumos industriais, afetando cadeias produtivas e o consumo doméstico.

Segundo ele, a lógica econômica das tarifas se mostrou equivocada ao tentar proteger a indústria local sem considerar os efeitos colaterais sobre preços e competitividade. “Não faz sentido do ponto de vista econômico”, indicou, ao comentar os resultados das medidas.

O secretário também destacou que, apesar da escalada protecionista, o Brasil conseguiu mitigar os impactos negativos sobre suas exportações. De acordo com ele, houve atuação coordenada do governo para preservar mercados e evitar perdas mais expressivas.

A estratégia incluiu diversificação de destinos comerciais e adaptação das cadeias produtivas, o que permitiu ao país manter o fluxo de vendas externas mesmo diante das restrições impostas pelos Estados Unidos.

Além disso, Mello ressaltou que o movimento americano acabou gerando distorções no comércio global, abrindo espaço para outros países ocuparem nichos deixados pelos próprios EUA em determinados mercados.

A análise reforça a leitura de que o avanço de políticas protecionistas, longe de fortalecer economias de forma sustentável, tende a produzir efeitos inflacionários e desorganizar cadeias internacionais de produção.

Veja mais a respeito do tema na íntegra da entrevista do secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Recomendados para você

Recomendados