O tarifaço imposto por Donald Trump está gerando um efeito colateral importante dentro da economia norte-americana: o aumento dos custos para empresas de médio porte, que não repassam o impacto e nem reorganizar suas cadeias de suprimento com a agilidade das grandes multinacionais.
Relatório do JPMorgan Chase Institute divulgado pelo jornal Financial Times destaca que as tarifas pagas pelas empresas médias triplicaram em um ano, chegando a ficar 316% acima dos valores pagos antes da eleição.
Além disso, estudos recentes do Federal Reserve de Nova York indicam que cerca de 90% do custo das tarifas tem sido absorvido por empresas e consumidores americanos.
Assim, os dados divulgados desmontam parte da narrativa defendida pela Casa Branca de que o custo tarifário recairia sobre exportadores estrangeiros (em especial chineses), e uma parte importante do aumento dos preços no varejo e na redução das margens está ligada à política comercial.
Pelo lado fiscal, as tarifas cobradas aumentaram a arrecadação federal de forma considerável (chegando a US$ 124 bi no atual ano fiscal), mas não mudaram o déficit comercial de forma estrutural, com o valor continuando próximo de US$ 900 bilhões ao ano.
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