10 de junho de 2026

Tarifas de Trump triplicam custos de empresas e pressionam economia americana

Estudo aponta que 90% do custo das tarifas recai sobre empresas e consumidores americanos, enquanto déficit comercial permanece elevado
Foto de John Guccione www.advergroup.com via pexels.com

Tarifas impostas por Trump triplicaram para empresas médias, que absorvem custos sem repassar nem ajustar cadeias de suprimento.
Estudo do Federal Reserve mostra que 90% do custo das tarifas é arcado por empresas e consumidores americanos.
Tarifas aumentaram arrecadação federal para US$ 124 bi, mas não reduziram déficit comercial, que segue em US$ 900 bi anuais.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O tarifaço imposto por Donald Trump está gerando um efeito colateral importante dentro da economia norte-americana: o aumento dos custos para empresas de médio porte, que não repassam o impacto e nem reorganizar suas cadeias de suprimento com a agilidade das grandes multinacionais.

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Relatório do JPMorgan Chase Institute divulgado pelo jornal Financial Times destaca que as tarifas pagas pelas empresas médias triplicaram em um ano, chegando a ficar 316% acima dos valores pagos antes da eleição.

Além disso, estudos recentes do Federal Reserve de Nova York indicam que cerca de 90% do custo das tarifas tem sido absorvido por empresas e consumidores americanos.

Assim, os dados divulgados desmontam parte da narrativa defendida pela Casa Branca de que o custo tarifário recairia sobre exportadores estrangeiros (em especial chineses), e uma parte importante do aumento dos preços no varejo e na redução das margens está ligada à política comercial.

Pelo lado fiscal, as tarifas cobradas aumentaram a arrecadação federal de forma considerável (chegando a US$ 124 bi no atual ano fiscal), mas não mudaram o déficit comercial de forma estrutural, com o valor continuando próximo de US$ 900 bilhões ao ano.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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