Do Estadão
A decisão tomada pelo Comitê de Política Monetária (Copom)do BC, que volta a se reunir agora na última semana de fevereiro, foi unânime. Em seu comunicado, a instituição destacou que decidiu por uma elevação de 0,50 ponto porcentual “neste momento”, expressão que deve guiar as apostas para a próxima reunião do comitê.
A divulgação do índice oficial de preços ao consumidor (IPCA) de 2013, na última sexta-feira, no entanto, provocou mudanças nas apostas. Hoje, os juros negociados no mercado por investidores e bancos apontavam o aumento de 0,50 ponto porcentual como mais provável, mas com pequena margem. Entre os analistas de consultorias e instituições financeiras, por outro lado, a maioria esperava pelos 10,25% ao ano.
O IPCA do ano passado ficou em 5,91%, acima do verificado em 2012 (5,84%). O governo passou o ano todo dizendo que não conseguiria trazer o índice para o centro da meta (4,5%), mas prometia entregar um resultado melhor que o do ano anterior. Ao justificar a inflação “ligeiramente acima daquela que se antecipava”, o presidente do BC, Alexandre Tombini, afirmou que a culpa, em grande medida, era do câmbio, da gasolina e do mercado de trabalho. A estimativa da instituição é de um índice de 5,6% em 2014. No mercado, a mediana das projeções é de 6%.
O principal argumento de quem esperava um aumento menor dos juros era a afirmação do BC de que a transmissão dos efeitos das ações de política monetária para a inflação ocorre com defasagens. O Copom começou a elevar a Selic em abril do ano passado, quando a taxa estava em 7,25% ao ano. Desde então, foram sete aumentos seguidos. Outra corrente de analistas avaliava que o aumento maior é justificado pelos dados do IPCA e pelas afirmações da autoridade monetária de que está de “olho na inflação” e que o “objetivo é levar o IPCA para o centro da meta o mais rápido possível”.
Na próxima quinta-feira, a instituição divulga a ata do Copom, documento que pode dar mais pistas sobre os próximos passos do BC.
Veja a íntegra do comunicado:
“Dando prosseguimento ao processo de ajuste da taxa básica de juros, iniciado na reunião de abril de 2013, o Copom decidiu por unanimidade, neste momento, elevar a taxa Selic em 0,50 p.p., para 10,50% a.a., sem viés”.
s4ndr0
16 de janeiro de 2014 10:53 amE a dívida?
Não vejo ninguém falar o quanto a dívida aumenta para cada aumento da Selic…
O valor de 2 ou 3 aumentos na taxa, já dá o valor “gasto” com a copa. Quem faz esta conta?
Cada ponto percentual na Selic eleva R$ 9,5 bi a dívida do governo
A elevação da taxa básica de juros (Selic), de 9,50% para 10% ao ano — que será sacramentada pelo Banco Central na próxima quarta-feira —, mesmo que necessária para pôr a inflação nos eixos, está tirando o sono dos empresários. Motivo: além de reduzir o já fraco crescimento da atividade, o aperto promovido pelo Comitê de Política Monetária (Copom) vai minar ainda mais as contas públicas.
Pelos cálculos do economista Felipe Salto, da consultoria Tendências, cada aumento de um ponto percentual na Selic faz com que a relação entre a dívida pública e o Produto Interno Bruto (PIB) cresça 0,2 ponto. Isso equivale a algo em torno de R$ 9,5 bilhões. O analista lembra ainda que o endividamento do governo tem crescido nos últimos meses, dada a retomada do ciclo de alta da taxa básica desde abril passado, quando estava em 7,25% ao ano.
Setor mais afetado pela Selic em disparada, a indústria ainda não fechou as perspectivas para o próximo ano, mas já trabalha com um quadro difícil — a exemplo de 2013 —, o que estenderá o baixo nível de investimento das empresas. “A inflação seguirá em alta em 2014, perto de 6%, e a preocupação com os resultados fiscais do governo idem, sobretudo se houver uma eventual mudança na política monetária do Fed (Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos)”, diz o gerente executivo de Política Econômica da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Flávio Castelo Branco.
http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/economia/2013/11/24/internas_economia,399970/cada-ponto-percentual-na-selic-eleva-r-9-5-bi-a-divida-do-governo.shtml
Alexandre Weber - Santos -SP
16 de janeiro de 2014 10:55 amO motivo da alta da Selic
O BC aumentou a SELIC porque pode.
RONALD
16 de janeiro de 2014 11:25 amCOMPLEMENTANDO
Alexandre.
Complementando o seu comentário:
O BC aumentou a SELIC porque pode meu pilho.
NALDO
16 de janeiro de 2014 11:44 amA taxa estava em 7,245 e
A taxa estava em 7,245 e aumentaram por conta da inflação, já está em 10,50 e a desculpa é ainda a inflação, eu não sou economista, mas já aumentaram tanto os juros e a inflação tomatesca ainda persiste já está claro que aumento de juros não resolve, aliás, ainda não acredito como esse sistema ainda existe, deixar desconhecidos em que não votamos numa canetada dar um prejuizo desses para todos pagarem, é exdruxulo e imoral (pra dizer o minimo).
nilo
16 de janeiro de 2014 11:49 amLamentável. A política do BC
Lamentável. A política do BC de elevar a taxa selic – de resultados duvidosos ao fim que se “justifica” mata a indústria brasileira, o emprego e o governo Dilma.
Dívida pública, descrédito e desánimo.
vera lucia venturini
16 de janeiro de 2014 11:52 amPerdeu, perdeu pobrada. Quem
Perdeu, perdeu pobrada. Quem manda são os playboys.
ArthurTaguti
16 de janeiro de 2014 12:08 pmQuanto do orçamento federal
Quanto do orçamento federal foi pro saco com essa subida gradual da Selic de 7,25% a 10,5%?
Uns 60, 70 bilhões de reais?
Lucas Gomes
16 de janeiro de 2014 12:34 pmé a casa grande mandando e
é a casa grande mandando e desmandando no governo Dilma.
Tulio
16 de janeiro de 2014 12:40 pmIsso é esquerda?
Não entendo como algumas pessoas denominam este governo como esquerda qd se consegue ser mais ortodoxo que o mercado financeiro que esperava aumento de 0,25 e foi de 0,5. Já somos o maior juro real do mundo de novo, sem contar que na ponta ainda temos cartão de crédito a 350% a.a. e cheque especial a 150% a.a. (algo praticamente exclusivo do Brasil, em outros países é menos de 1/4 disso). Todo mundo sabe que a inflação de dezembro veio alta pela gasolina e o PIB se apresenta pífio em 2013. Assim nenhum empresário investe, sabe que o PIB do país foi baixo nos últimos anos e tende a ser medíocre em 2014 com essas elevações contínuas da SELIC.
No futuro lembrarão da década de 2010 como outra década perdida.
emerson57
16 de janeiro de 2014 3:18 pmmaior
sr. Tulio
“Já somos o maior juro real do mundo de novo, sem contar que na ponta ainda temos cartão de crédito a 350% a.a. e cheque especial a 150% a.a.”
digo: -pelo menos somos o maior em alguma coisa!
-ole ola, é a Dilma botando prá quebrar.
recomendo a leitura: http://www.viomundo.com.br/politica/altamiro-borges-alta-de-juros-pode-causar-grandes-estragos-a-dilma.html
aliancaliberal
16 de janeiro de 2014 3:46 pmTulio a esquerda quer acabar
Tulio a esquerda quer acabar com a propriedade privada dos meios de produção, viram que pela força não deu, agora e por meio de um processo longo de destruição economica.
rocker
16 de janeiro de 2014 4:02 pmEles ainda comem criancinhas?
Eles ainda comem criancinhas?
Gilson Raslan
16 de janeiro de 2014 5:34 pmROCKER
Sim, eles continuam comendo criancinhas.
Fonte segura me confidenciou que os médicos cubanos estão raptando criancinhas no Brasil e mandando-as para Cuba para alimentar o sanguinário Fidel Castro e a elite comunista cubana.
emerson57
16 de janeiro de 2014 12:42 pmsaudade
saudade do tempo que a presidenta era a Dilma e não a Miriam Leitão.
Miguel A. E. Corgosinho
16 de janeiro de 2014 12:49 pmROUBO AOS COFRES PÚBLICOS
A proposta do método segundo o qual, o BACEN se veste de empirísta, como por força histórica, sem que durante várias tentativas mensais consiga convencer que obteve resultados nos primeiros confrontos com a inflação, não mais se justifica nesta próxima delimitação do objetivo – a não ser para favorecer os rentístas.
Miguel A. E. Corgosinho
16 de janeiro de 2014 2:29 pmTEM ALGUMA CIÊNCIA POR TRÁS DISTO?
Para respaldar esta temática de domínio inexato dos juros, e o nascimento deles contra o domínio do Estado, é conveniente subdividir o estudo da SELIC em duas partes distintas, dedicadas separadamente a mentalidade dos dois domínios supramencionados.
JorgeLuis
16 de janeiro de 2014 1:17 pmTa “serto” o BC. Afinal de
Ta “serto” o BC. Afinal de contas, todo mundo faz empréstimo pra comprar tomate…
Obelix
16 de janeiro de 2014 1:36 pmSurpresa.
Prezados e prezadas,
Tem um dado no gráfico dos juros reais e a comparação com outros países que me deixou encafifado.
Bem, a China tem câmbio fixo em patamar desvalorizado (não sei a taxa de inflação de lá), déficits em conta correntes bem diferentes que o nosso, peso relativo de comércio exterior gigantescamente diferente do nosso, enfim, todos os parâmetros a anos luz dos que exibimos, que se refletem nos números de crescimento da atividade econômica (PIB), mas ainda assim ostenta taxas de juros reais bem próximas das nossas.
Qual é a lógica disto?
Os manuais do economês nos ensinam que taxas de juros altas apreciam o câmbio, e que os fluxos financeiros não respeitam o tabelamento cambial, criando até câmbios paralelos.
E o que acontece por lá?
Como estes juros se refletem na gestão orçamentária e fiscal os país que mais cresce no mundo?
Aguardo respostas de quem as tiver.
Ferruccio Gobbo
16 de janeiro de 2014 3:13 pmEu não tenho a
Eu não tenho a resposta.
Tenho mais dúvidas.
Se os altos juros no Brasil são justificados porque o País poupa pouco, como se justificam os juros altos na China se esse país poupa 50% de sua renda?
Obelix
16 de janeiro de 2014 3:43 pmMais dúvidas.
Prezado,
E no Brasil a direção é a mesma: Temos aumentado nossa poupança interna de forma considerável, acumulando recordes atrás de recordes de captação da poupança, e nossa taxa de juros, apesar do pequeno refresco de Dilma, se manteve sempre nas alturas, por que?
Poderia se dizer que aumento da poupança (ainda que sob regime monetário restritivo) estaria associado com baixo consumo ou medo de incerteza no futuro (subconsumo), mas este não é o caso da China, e nem do Brasil recente, e aí?
Quem poderá nos socorrrer agora?
Gilson Raslan
16 de janeiro de 2014 6:11 pmESTÃO NOS ENGANANDO
O Banco Central aumenta a taxa SELIC, o que provoca (segundo o ele, BC) a elevação dos juros no mercado, que leva à diminuição da demanda de bens e serviços, freiando, assim, a subida de preços e, em consequência, a inflação.
Entretanto, o BC parece se esquecer: 1) que a elevação da taxa SELIC aumenta sobremaneira os juros da dívida pública, tirando recursos de obras públicas e de áreas sociais; 2) que, com a elevação da SELIC, os emprésários vão correr para títulos da dívida pública, deixando de ampliar seus negócios, o que vai provocar o aumento de preços e da inflação, porque vai haver diminuição da oferta de bens e serviços, vindo no rastro o desemprego.
Diante disso, cabe aqui uma pergunta: ao invés de elevar a taxa SELIC, por que o BC não aumenta o COMPULSÓRIO DOS BANCOS? Essa medida vai provocar a elevação dos juros no mercado, o que desestimulará os consumidores de irem às compras, deixando assim de alimentar a inflação pelo excesso de consumo, sem os inconvenientes da elevação da SELIC.
O que tudo indica é que o Governo Dilma está dominado por banqueiros e por rentistas, razão pela qual o BC nem cogita de substituir a elevação da taxa SELIC pelo aumento dos depósitos COMPULSÓRIOS DOS BANCOS.
wendel
16 de janeiro de 2014 8:51 pmA Banca, sensibilizada agradece!!!!!
Não sou economista, nem nunca trabalhei no mercado financeiro. Então, por favor considerem meu comentário apenas como opinião!
Este modelo, está falido, mas como disseram, ” o capitalismo é o pior dos sistemas, mas não inventaram outro melhor”, para justificarem às suas mazelas e ganâncias!
Estas reportagens sobre o aumento da Selic, e suas possíveis consequências no país, no mercado, nas fábricas e industrias, no emprego enfim geram pânicos e nada produzem, a não ser que seja programado!
Reportagens sérias, sobre o desce e sobe da inflação, me levam a crer que tudo não passa de mecanismos elaborados para se ganhar mais dinheiro! Quem os tem!
Sem entrar na questão ideológica, o que está claro em todo este processo, é o controle dos paises através dos Bancos Centrais, e então pergunto: Quem controla o FED, e os vários bancos centrais no mundo? Excetuando dois ou três países, não alinhados ao império, e por isto chamados por ele de terroristas, ou rebeldes!
Assim, senhores jornalistas, economistas e afins, peço que aprofundem seus artigos sobre as verdadeiras análises destes atos, a menos que se sintam ameaçados de perderem seus empregos!
Finalizo repetindo o que disse no início – A BANCA SENSIBILIZADA AGRADECE, ah!!!!! E A CITY DE LONDRES TAMBÉM!!!!!
Celio Mendes
16 de janeiro de 2014 10:30 pmGuerra do tomate
O governo perdeu a batalha do tomate no inicio de 2013 com o clássico colar de tomate da Ana Maria, que pena que a melância ou a jaca não dispararam de preço naquele período, essa guerra já foi perdida desde então, voltamos ao clube dos países com taxa de 2 dígitos.