16 de junho de 2026

Vendas do varejo caem 1,5% em abril após sequência de resultados positivos

Recuo foi puxado pelos setores de combustíveis, eletrodomésticos e informática; setor acumula crescimento de 2% no ano, diz IBGE
Foto de Marek Studzinski na Unsplash

Vendas do varejo brasileiro caíram 1,5% em abril frente a março, interrompendo sequência de alta no ano.
Setores de combustíveis e lubrificantes e outros artigos pessoais lideraram quedas; supermercados e papelaria cresceram.
Em abril, 20 estados tiveram queda no varejo; maiores recuos em Piauí, Goiás e Santa Catarina, crescimento em Roraima e SP.

Esse resumo foi útil?

Resumo gerado por Inteligência artificial

As vendas do comércio varejista brasileiro recuaram 1,5% em abril na comparação com março, já descontados os efeitos sazonais, interrompendo uma sequência de resultados positivos registrada nos primeiros meses do ano.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Apesar da retração mensal, o setor ainda acumula crescimento de 2% no ano e de 1,5% nos últimos 12 meses. Na comparação com abril de 2025, o volume de vendas avançou 1%.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o resultado ocorre após o comércio varejista alcançar, no primeiro trimestre de 2026, o maior patamar da série histórica da pesquisa. Entre janeiro e março, o setor acumulou sucessivos avanços que elevaram o nível de atividade a um recorde, tornando mais difícil a manutenção do ritmo de crescimento nos meses seguintes.

“Os três primeiros meses, na margem, tiveram um crescimento significativo, a ponto de elevar o patamar do comércio para o nível histórico recorde. Assim, há um efeito de base, quando uma variação positiva a mais é de menor suscetibilidade”, explicou o gerente da pesquisa, Cristiano Santos.

Seis das oito atividades pesquisadas pelo IBGE apresentaram queda nas vendas em abril. O principal impacto veio do segmento de combustíveis e lubrificantes, que registrou retração de 6,2%.

Também tiveram desempenho negativo os setores de outros artigos de uso pessoal e doméstico (-4,6%), equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-4,5%), móveis e eletrodomésticos (-0,8%), tecidos, vestuário e calçados (-0,1%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (-0,1%).

Na direção oposta, apenas dois segmentos cresceram: hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, com alta de 1,3%, e livros, jornais, revistas e papelaria, que avançaram 1,1%.

Considerando o comércio varejista ampliado — que inclui veículos, material de construção e atacado especializado em alimentos, bebidas e fumo — o volume de vendas caiu 0,7% em abril frente ao mês anterior, após estabilidade observada em março. A média móvel trimestral do indicador ampliado teve leve variação positiva de 0,1% no trimestre encerrado em abril.

Supermercados e farmácias sustentam crescimento anual

Na comparação com abril do ano passado, cinco das oito atividades pesquisadas apresentaram crescimento. Os destaques foram equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (6,5%), artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (4,5%), móveis e eletrodomésticos (2,6%), combustíveis e lubrificantes (1,6%) e hipermercados e supermercados (0,9%).

Os segmentos farmacêutico e supermercadista foram os que mais contribuíram para o resultado positivo do varejo na comparação anual. O primeiro adicionou 0,4 ponto percentual ao crescimento de 1%, enquanto o segundo respondeu por 0,5 ponto percentual.

Segundo o IBGE, a atividade farmacêutica completou 38 meses consecutivos de expansão nessa base de comparação, refletindo tanto o aumento das vendas quanto a abertura de novas unidades.

No varejo ampliado, os setores de veículos, motos, partes e peças (2,6%) e atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo (2%) também registraram crescimento frente a abril de 2025. Já o segmento de material de construção ficou estável.

Queda atinge maioria dos estados

O desempenho negativo do comércio em abril foi disseminado pelo país. Na comparação com março, 20 das 27 unidades da Federação registraram retração no varejo.

As maiores quedas foram observadas no Piauí (-3,9%), Goiás (-3,8%), Santa Catarina (-3,6%) e Amazonas (-3,6%). Entre os estados com crescimento, destacaram-se Roraima (1,8%), Tocantins (1,6%) e São Paulo (1,3%). O Rio Grande do Sul apresentou estabilidade.

No varejo ampliado, também houve retração em 20 unidades da Federação. As maiores quedas ocorreram em Rondônia (-5,5%), Amazonas (-4,9%), Tocantins (-4,0%) e Paraná (-4,0%). Já os melhores desempenhos ficaram com Rio Grande do Sul (3,2%), Goiás (3,1%) e Maranhão (2,2%).

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Recomendados para você

Recomendados