‘Carne de ossos’ custa até 60% mais do que em 2020

Enquanto 19,1 milhões de pessoas passam fome, proteínas menos nobres como carcaça temperada, pé de galinha e pescoço ficaram mais caros

Dorso de Frango. Foto: Reprodução/copacol.com.br

Jornal GGN – O aumento dos preços das carnes também atingiu os chamados cortes de terceira, que têm sido mais procurados por serem de custo menor em tempos de crise e insegurança alimentar.

Itens como carcaça temperada, pé de galinha e pescoço, além de outras partes de boi, vaca e porco, ficaram mais caros: o preço do pescoço de frango subiu 15,79% em setembro na comparação dos 12 meses, segundo dados da consultoria Safras e Mercados obtidos pelo portal G1. Já o preço da carcaça temperada de frango subiu 45% e o dorso, 60%. Entre os suínos, a maior alta foi no espinhaço (23,91%), que é a “coluna” do porco, e na orelha (20%).

Uma rede de açougue ouvida pelo portal diz que as chamadas “carnes de ossos” – que são os cortes menos ou não nobres – ficaram 100% mais caros entre o início da pandemia de covid-19 e agora, uma vez que foi necessário equiparar o valor com o restante das carnes. Enquanto isso, a venda de carnes de primeira caiu 22%.

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Enquanto os preços de itens menos nobres ficaram mais caros, 55,2% dos domicílios os habitantes conviviam com a insegurança alimentar, um aumento de 54% desde 2018 (36,7%). Em números absolutos, 116,8 milhões de brasileiros não tinham acesso pleno e permanente a alimentos, segundo o Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil, desenvolvido pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar (Rede PENSSAN).

Desse total, 43,4 milhões (20,5% da população) não contavam com alimentos em quantidade suficiente (insegurança alimentar moderada ou grave) e 19,1 milhões (9% da população) estavam passando fome (insegurança alimentar grave). O levantamento foi realizado em 2.180 domicílios nas cinco regiões do país, em áreas urbanas e rurais, entre os dias 5 e 24 de dezembro de 2020.

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