Moro significará a ditadura das corporações públicas, por Luis Nassif

Com ou sem rumo, as eleições de 2022 serão decisivas para o futuro do país. Provavelmente, serão as eleições mais decisivas da história.

A perda de rumo do país fica evidente na tentativa de entronizar a candidatura dos ex-juiz Sérgio Moro na Terceira Via. Trata-se da maior ameaça atual à democracia. Bolsonaro representa o eleitorado lúmpen. Moro representa a pior forma de ditadura, a das corporações públicas e com vinculações estreitas com a pior banda do Supremo Tribunal Federal. Sua candidatura terá apoio do Partido Militar, do Partido do Ministério Público, do alto funcionalismo público.

Eleito, não terá planos de governo. Nas primeiras entrevistas, limitou-se a utilizar bordões liberais para cativar um empresariado carente de liderança e de projetos. Mas seu universo é o da militância do Judiciário. De certo modo, ele representa para o juizado de primeira instância o que Bolsonaro representa para a baixa oficialidade das Forças Armadas: o sujeito que, graças à política conseguiu se sobrepor a todos os sistemas de auto-controle baseados na hierarquia.

Assim como com Bolsonaro, empresários serão acessórios. E o mercado e Congresso serão comprados com grandes negócios públicos e verbas secretas do orçamento. Em um momento em que a explosão da fome desperta um sentimento nacional de solidariedade, Moro carrega o passivo de ter destruído uma cooperativa de pequenos agricultores paranaenses, mandado alguns deles para a prisão, baseado em mero preconceito social.

Mais do que Bolsonaro, Moro representa o pior da classe média brasileira, o preconceito social acendrado, a ambição de se beneficiar das prerrogativas de poder, o conhecimento superficial da economia, a total falta de dimensão pública e de visão nacional e uma ignorância sólida, ampla de qualquer tema contemporâneo.

Mas é o símbolo maior da mediocrização da disputa política nacional. Desde que o PT ocupou o centro-esquerda e o PSDB abandonou qualquer veleidade de formulação programática, o único discurso alternativos foi o do anti. Não se constrói um projeto de país, ou uma candidatura, manobrando apenas o anti.

Nesses anos todos, dispondo do megafone dos grandes grupos de comunicação, a oposição não avançou um centímetro na disseminação da conceitos de saúde, educacionais, na discussão de modelos de desenvolvimento e sequer dos dogmas econômicos – que estão sendo revisados internacionalmente. Como consequência, a disputa para a terceira via se resumiu ao anti: alguém que fosse anti-Bolsonaro e anti-Lula, mesmo sem ter uma ideia sequer na cabeça.

O único candidato com conteúdo – Ciro Gomes – é um desastre completo na estratégia política. Autodestruiu-se antes de começar o jogo, tentando ocupar o lugar do anti-lulismo, mas com ideias que conflitavam com os interesses do mainstream. Julgou que o anti-lulismo fosse uma peça solta, com vida própria. Jamais se deu conta de que se trata de uma estratégia de marketing do mercado, para garantir seus privilégios. O sistema valeu-se de Ciro para desgastar Lula, e já começou a descarta-lo, agora que o antilulismo encontrou sua melhor tradução, o próprio Moro.

Daqui até as eleições, muita água ira correr. Mais do que em qualquer outro período da história, mais do que no final do governo Sarney, no início da redemocratização, o jogo político está completamente embolado. Há Lula como galvanizador do chamado pensamento progressista, mas ainda vacilando no discurso. Até agora, por  exemplo, não explicitou ponto centrais do próximo governo, a política econômica, o temor reverencial pelo mercado, o “republicanismo” ingênuo. De um lado, mostra sabedoria, não antecipando conflitos. De outro, traz dúvidas: repetirá os mesmos erros dos primeiros governos, as mesmas concessões, ou já tem ideias mais claras sobre os obstáculos ao crescimento e à democratização?

E tudo isso em meio a uma completa subversão das instituições, com Arthur Lira sequestrando o orçamento,. Ricardo Barros comandando a distribuição do butim, a Polícia Federal boicotando ordens do Supremo, o Partido Militar se infiltrando em todos os poros da atividade civil.

Com ou sem rumo, as eleições de 2022 serão decisivas para o futuro do país. Provavelmente, serão as eleições mais decisivas da história.

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3 Comentários

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Aurélio Dubois

- 2021-11-28 19:20:48

Nassif, Você e muitos outros estão ansiosos para saberem sobre os ponto centrais de um possível governo Lula a partir de 2023, a política econômica, o temor reverencial pelo mercado, o “republicanismo” ingênuo, e muito mais. Por outro lado, atribuis ao ex-presidente sabedoria, por não antecipar conflitos. Falas ainda sobre dúvidas atrozes: repetirá os mesmos erros dos primeiros governos, as mesmas concessões, ou já tem ideias mais claras sobre os obstáculos ao crescimento e à democratização? O ex-presidente Lula e você são algumas das presenças confirmadas no Fórum Social Mundial Justiça e Democracia (FSMJD), programado para ocorrer na cidade de Porto Alegre entre os dias 26 e 31 de janeiro de 2022. Se não quiseres aguardar até março de 2022, quando começa de fato a campanha eleitoral, pode aproveitar a presença de ambos no FSMJD e agendar uma entrevista "tête à tête" com Lula. Seus leitores ficariam muito satisfeitos em terem muitas de suas dúvidas sanadas, aquelas elencadas acima, e outras mais que a oportunidade propiciar.

EDUARDO PEREIRA

- 2021-11-28 07:29:28

Hoje li que mais um ex-PGR esta indo pro P(H)odemos . Deviam mudar o nome para partido do judiciario pra facilitr a vida deles. A derrota do Moro vai ser construida por ele mesmo que é muito fraco e fresco. Põem o ele ,na porta da Central do Brasil pra gente ver como o paranaense se comporta. O malandro-agulha do Moro vai mesmo e re-eleger o Alvaro Dias que e o real objetivo dum partido inexistente

Zegomes

- 2021-11-26 14:44:51

‘Há Lula como galvanizador do chamado pensamento progressista, mas ainda vacilando no discurso. .....O “republicanismo” ingênuo’. Taí a nossa perdição. Nossos melhores políticos, nossa Esquerda, sofre da doença da ingenuidade, não sabe a diferença entre TÁTICA e ESTRATÉGIA. A política mundial hoje está sendo comandada de centros globalizados. Os Thinks Tanks do liberalismo (incluindo entre estes as operações comandadas por gente como Steve Bannon, guru dos grupos bolsonaristas), as Agências de Inteligência do Império, etc. dispõem de muitos recursos para comandar guerras híbridas e revoluções coloridas contra qualquer país ou grupo político que queiram derrubar, macular, destruir. A Esquerda é a vítima predileta. Mas a Esquerda, vivendo no mundo dos sonhos das barricadas de Paris (sejamos realistas, peçamos o impossível) se mostra indefesa nessa guerra. A Direita estuda os nichos em que pode penetrar no pensamento lugar-comum do povão eleitor. Proclama aos quatro ventos que a Esquerda defende aborto, defende bandido, ou defende os direitos humanos que defende bandido, incesto, defende servidor público marajá, educação gay das crianças, etc. etc. E haja fake News bem-feitas e bem distribuídas por redes sociais. Resultado: implosão total da Esquerda, ou pelo menos seu enfraquecimento. Poderemos talvez eleger Lula. Não será fácil, será uma guerra. Se elegermos, mas não conseguirmos uma grande bancada de congressistas progressistas será uma meia derrota. A Direita conseguiu inculcar na cabeça do brasileiro que o PT defende bandidos. Então, se o PT (e a Esquerda) não conseguirem desatar esse nó e se livrar dessa pecha, nunca conseguirão uma maioria no congresso. Mas como reverter essa fama de defensor de bandidos? Será como sugeriu o grande José Dirceu hoje no Poder360? Ele diz o seguinte: “A orientação correta tem que ir na contramão do que ocorre hoje: o caminho é desmilitarizar as PMs.” Jesus Cristo. Pode até ser uma boa ideia num outro estágio de nossa vida nacional no futuro. Mas agora ela reforça a pecha de Esquerda defensora de bandidos. O que o povão eleitor vai falar? “Tá vendo aí, eles querem deixar as polícias sem armas e os bandidos armados”. Dá pra imaginar o efeito deletério desse tipo de posição em nossas possibilidades eleitorais? “é preciso fazer uma campanha educativa seguida de um debate com a população e conquistar maioria parlamentar para uma ampla reforma das polícias, do sistema penitenciário, da legislação penal e mesmo da Constituição para sua adequação à realidade atual". Verdade. Mas no momento o problema é que a Direita ferrou com ferro em brasa na cabeça do eleitor que o PT e a Esquerda defendem bandidos. “toda e qualquer reforma da política de segurança pública tem que começar pelos presídios e pelas polícias. Sem isso nenhuma legislação, por mais rigorosa que seja, terá efeitos, da mesma forma que, como a experiência internacional comprova, não adianta aumentar o nível de repressão nem tornar as penas ainda mais severas”. Qualquer tentativa de mexer apenas com a polícia agora, só reforçará a pecha. “A violência policial está intimamente ligada: ao racismo; à repressão contra os pobres; à criminalização dos usuários de drogas; a uma legislação penal totalmente desatualizada frente à própria experiência internacional; ao aumento absurdo de penas e de restrições à progressão penal e livramento condicional, penalizando a maioria dos 750 mil presos em nossos presídios.” É verdade. Mas, recentemente, tivemos dois casos notórios de assassinatos em que os assassinos no enterro dos assassinados já estavam soltos. Isso não é uma grande violência contra os parentes da vítima? Ponha-se no lugar deles. Um indivíduo violento assassina seu filho ou seu pai covardemente. No dia seguinte, no enterro, o assassino já está perambulando por aí. Um dos exemplos recentes aconteceu no Rio onde um Policial Militar que fazia bicos de guarda de banhistas na praia matou outro guarda não militar. Não ficou preso um dia. Com tais fatos acontecendo, e a Esquerda caladíssima ou defendendo redução de penas, qual eleitor brasileiro vai votar no PT? “Nossa torcida e expectativa é de que a maioria de nosso povo vote por um governo que abandone de vez o retrocesso imposto pelo governo Bolsonaro e sua ideologia de apologia da violência e da morte. E que retomemos o caminho que dita nossa Constituição de defesa irrestrita dos direitos humanos, da vida, da liberdade, dos direitos sociais, da educação, do trabalho e da moradia, da saúde, do lazer e da segurança das pessoas, do direito à defesa e ao julgamento a quem seja acusado de um crime” Soa ingênuo que um político considerado grande líder da Esquerda fique “na expectativa de que a maioria de nosso povo” saiba votar. A Esquerda tem de agir na cabeça do eleitor para convencê-los a votar nela. O PT (e a esquerda) perdeu a eleição de 2018 e poderá perder a de 2022, porque nunca soube conversar com a população sobre segurança. São craques em educação, saúde e economia. Lula e Dilma se demonstraram craques na habitação, na criação de reservas em dólar e colchões de proteção às crises externas. Mas... Subestimaram o grande sofrimento que a população brasileira mais pobre passa com os “ladrões de galinha”, os tiranetes de cada bairro. Subestimaram o sofrimento de um ser humano que tem um ente querido assassinado injustamente (pela polícia ou por um tiranete) e que vê o assassino poucos meses depois passeando por aí e pronto para praticar mais uma injustiça. E isso, perante a população, pode decidir uma eleição, como decidiu a de 2018. Ainda mais quando essa eleição é contra todas as forças do inferno, do mal, do atraso, da enganação nas redes sociais como foi 2018 e será 2022. A Esquerda deve relembrar a diferença entre Estratégia e Tática. Estratégia é o nosso objetivo final: Estado de Direito, Democracia, Distribuição de Renda, Violência sob controle, Polícias civilizadas, Educação, Saúde e Trabalho para todos. Tática é como faremos para conquistar aquilo que queremos no final. Tática: A Esquerda tem que defender perante o país que necessita punir assassinos e agressores com crime de lesão corporal grave. Radicalmente: Penas de 30 anos para esses crimes, sem redução. Maioridade penal reduzida para esses crimes também. Chega de ver homens de 16 anos matarem outros e ficarem impunes. Resultado dessa tática: Os votos da Esquerda aumentarão, a bancada no Congresso será maior e terá mais influência. Poderá defender o Presidente de impeachment, poderá fazer mais coisas que nos levem àquilo que almejamos no final, ou seja, nosso objetivo estratégico. O resto é flertar com a burrice e dar mais poder ainda à Direita que o que ela já tem e sermos obrigados a ver as chacinas de jovens pobres e negros, a apologia da violência policial, a arrogância das milícias e dos militares. Mais nesse texto, escrito logo após a derrota de 2018: POR QUE HADDAD SE RECUSOU E A ESQUERDA SE RECUSA A FALAR SOBRE SEGURANÇA PÚBLICA? Leonardo Boff se espanta e escreve: “o povo votou nos seus algozes”. Por que será? Perguntemos. Seria aquele famoso discurso da servidão voluntária de La Boétie? Tem a ver mas não só. Não precisamos ir tão longe. O povo votou nos seus algozes porque esses algozes prometeram livrá-lo de um algoz ainda mais terrível para ele: o criminoso comum do bairro, aquele que o inferniza, humilha, bate, mata, torna o seu dia a dia carregado de um desespero inimaginável para nós classe média bacaninha que, quando muito, sofremos um assaltozinho aqui e acolá nas avenidas chiques. O problema da segurança para as massas populares é tão grave quanto o problema de sua viabilidade econômica (emprego, renda, estudo, moradia, etc.). Um amigo meu tem uns imóveis prá alugar numa cidade satélite popular de Brasília. Teve o seguinte problema: inquilinos que não possuiam carro devolveram o imóvel no primeiro mês porque tinham de ir pro emprego de ônibus às 5:30 ou 6:00 hs da manhã e foram repetidamente assaltados na parada. Foram obrigados a se mudar prá imóveis mais centrais –e mais caros-, próximos de uma estação de metrô. É viável uma vida assim para as pessoas? Eu consigo uma moradia do Minha Casa, Minha Vida, que a Esquerda, quando no governo, me proporcionou, eu fico muito feliz, agradecido ao Presidente Lula, à Dilma, então eu me mudo, monto meu pequeno negócio, meu filho entra no Prouni e no Fies, eu estava muito feliz, entretanto, as milícias estão batendo na porta do meu negócio exigindo propina, meu filho foi assaltado três vezes na porta de casa ao voltar da faculdade à noite e a filha da minha vizinha foi assassinada nas mesmas circunstâncias. Aí vem as eleições. A Esquerda é COMPLETAMENTE MUDA em relação à segurança pública. A Direita vem dizendo que torturador é o herói, que vai curar gay na marra, privatizar estatais –eu até acho estranho tudo isso- mas ela também diz que vai acabar com a bandidagem, matar uns 30.000, punir os De Menor criminosos, reduzir a maioridade penal, por criminoso na cadeia. Aí eu apoio, pois ela promete acabar com todos os que estão acabando com a minha vida, com a minha felicidade. No imaginário do povão funcionaria mais ou menos assim: Esquerda (PT): Moradia, emprego, escola... Coisas importantes, necessárias. Eu apoio. Direita: Acabar com os bandidos, prender os criminosos... Coisas essenciais. Eu apoio. Dessa forma, aparentemente, venceria a eleição quem soubesse estimular mais o imaginário e o humor das massas pobres para as necessidades de um desses itens naquele momento da eleição (fake news à parte). Agora umas perguntas: Por que essa dicotomia? A esquerda, tão craque em desenvolvimento social, não é capaz também de apresentar um programa de segurança pública que prometa mitigar o sofrimento das pessoas em relação à violência, à criminalidade comum, aos assassinatos banalizados? Conseguiria, dessa maneira, invadir o campo onde a direita se acha a única rainha e ter muito mais força nas eleições. Por que deixar apenas Sérgio Moro falar uma verdade óbvia como: "é necessário aumentar a pena para crimes graves como homicídio”? Por que deixar a direita dominar essa narrativa, como se a esquerda também não fosse favorável a punições severas para homicidas e assassinos cruéis? A esquerda seria capaz de dar uma resposta a essas perguntas, se não fosse impedida por duas travas: uma trava cognitiva e outra ideológica. Cognitiva: Não percebe que a violência comum acontece dentro das massas pobres. São os pobres agredindo os pobres. Uma minoria de pobres violentos, criminosos, agredindo a grande maioria de pobres que tenta sobreviver no desespero. Portanto, os bandidos são tão tiranos, para a vida da população trabalhadora pobre, quanto os capitalistas que as exploram e que foram descritos por Marx. Ideológica: Como a Esquerda não consegue perceber isso e acha que toda a violência, todo o sofrimento do povo pobre é devido à exploração capitalista (claro que a causa básica é, ninguém discute isso), qualquer plano de se punir com mais rigor os tiranetes de bairro é visto como se fosse uma punição a quem já é uma vítima “do capitalismo” e assim essa ideia é suprimida com vigor e jogada lá pros quintos do subconsciente, pois é coisa “de direita”. Aí... fica de mãos atadas e vai perder todas as eleições para a Direita que empunha a bandeira do punitivismo, porque punitivismo é música para os ouvidos das massas trabalhadoras pobres das periferias, oprimidas não só pela exploração capitalista mas também pela ação dos tiranetes de bairro, e aflitas com a violência e impunidade desses tiranetes. Nosso querido Haddad, tão competente, tão gabaritado para dirigir esse nosso querido país, sendo entrevistado, na campanha, por um jornalista sobre a redução da maioridade penal disse: “Somos contra”. O Jornalista perguntou: “Por quê?” Ele respondeu: “Porque não consideramos que seja solução para o problema”. Nada mais. Titubeou discretamente ao falar essa última frase. Talvez porque, sendo um homem inteligente, tenha inconscientemente percebido que não é uma resposta convincente a ser dada aos eleitores sobre a violência e os anseios deles por justiça. Ele deve ter sentido, lá no íntimo, que a Esquerda deve apresentar propostas um pouco mais elaboradas para um problema que aflige tanto as massas pobres, como é a violência. Ou faz isso, ou não está preparada para resolver os problemas do povo, para convencer a massa de eleitores e então não deve reclamar nem lamentar a derrota. Será se, ao encarar a questão da segurança pública, a Esquerda se igualaria à Direita? Vamos comparar possíveis roteiros de ação de cada uma: Solução da Direita: Redução da maioridade penal para todos os crimes; aumentos gerais de penas; pena de morte; trabalhos forçados; penas cruéis, ao estilo da pena que Fujimori aplicou em Abimael Gusmán, líder do Sendero Luminoso (para quem não lembra, ele foi preso em uma cela pequeníssima, onde não podia se mover, de teto baixo, onde não podia se levantar por completo, escura, não podia ler um livro, não podia fazer nada, ou seja, uma tortura contínua para qualquer ser vivo, animal ou humano); liberação e apologia da violência policial; humilhações; sangue; massacres. Solução de Esquerda: Redução da maioridade penal para os crimes de homicídio e lesão corporal; Aumento de penas para esses crimes com obrigação de cumprimento da pena total em regime fechado; Aumento de penas além dos 30 anos para homicidas reincidentes; presídios-escolas; presídios-fábricas modelos; eliminação dos crimes de desacato, resistência e desobediência em relação a policiais (arts. 329 a 331 do Código Penal), a profissão já embute a necessidade de lidar com pessoas fora de si, bêbadas, loucas, enfurecidas, etc.; punição severa à violência policial; respeito. Ver outras propostas no texto https://jornalggn.com.br/fora-pauta/pobre-esquerda-sempredando-murro-em-ponta-de-faca Com possíveis soluções tão diferentes, por que a Esquerda tem tanto medo de ser confundida com a Direita ao palpitar sobre segurança pública? Só pode ser devido às travas cognitivas e ideológicas mencionadas acima. Ah, mas reduzir maioridade penal, seja de que forma for, é “proposta de direita”. Ah, é? Então continue assim, pequena avestruz, enfie a cabecinha na areia, vire a bundinha para cima e deixe a Direita enrabar você como fez nessas eleições de 2018, enrabar o nosso querido Presidente Lula como fez, para nosso completo desespero e impotência, e outras muitas coisas terríveis que ainda fará, uma vez que você, pequena avestruz, se recusa a ir aonde o povo está e tentar entende-lo. Se recusa a dar uma resposta realista “de esquerda” aos problemas que o afligem e assim ganhar a eleição e poder influir mais no processo político, que é a única possibilidade de “revolução” com que podemos contar na atualidade.

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