Em entrevista aos jornalistas Tales Faria e Fabíola Cidral, no UOL, o presidenciável do PDT, Ciro Gomes, disse que o juiz Danilo Vasconcelos é “notório” no Ceará não por seus saberes jurídicos, mas por “aberrações” que teria praticado no âmbito da Justiça Federal. O pedetista ameaçou representar contra o juiz no Conselho Nacional de Justiça.
O magistrado de primeiro grau foi quem autorizou a deflagração da Operação Coliseu, da Polícia Federal, que teve Ciro, Cid e Lucio Gomes como alvos de busca e apreensão, na manhã desta quarta (15).
Procurada pela reportagem do GGN, a assessoria da Justiça Federal no Ceará informou que “o juiz titular da 32ª Vara Federal, onde tramita o processo que trata da referida operação, não autorizou a divulgação da decisão.”
As autoridades apuram suposto pagamento de propina na ordem de 11 milhões de reais a agentes políticos na obra do estádio Arena Castelão, realizada pela empreiteira Galvão Engenharia para a Copa de 2014.
Ciro considerou a operação policial abusiva. Ele sustentou que além de não ter ocupado cargo público na época dos fatos investigados (2012), tampouco é implicado pelo delator da empreiteira.
O pedetista também criticou a ação ostensiva da polícia considerando que os fatos ocorreram há muitos anos e, embora a apuração esteja em andamento ao menos desde 2017, Ciro não foi convocado a depor até agora.
Ciro informou ainda que pediu aos advogados “para fazer um pedido de reconsideração. Se ele [juiz] tiver sido induzido em erro, terá sua oportunidade de corrigir. (…) Se o seu juiz, entretanto, mantiver sua arbitrariedade, eu vou representar contra sua excelência no CNJ ainda nesta semana.”
“Ele é um juiz muito notório no Ceará, e não é pelas suas virtudes de jurista. (…) Ele é muito conhecido aqui por sua aberrações”, disparou Ciro em resposta a Tales Faria. O jornalista questionou se Ciro acreditava que o juiz estaria mancomunado com a Polícia Federal, sob o governo Bolsonaro.
Quando solicitado a esclarecer quais seriam as “aberrações”, Ciro respondeu: “Outro dia mandou prender o funcionário do Detran porque ele não conseguiu entrar no sistema nacional para fazer transferência de um carro.”
“Outro dia absolveu aqui um cidadão que o MP representou por defesa do holocausto e por dizer que a pandemia é produto dos judeus. Ele absolveu assumindo a defesa, dizendo que ele também pensa assim (…).”
Leia mais:
Deixe um comentário