Vídeo: Wilson Witzel desnuda Sergio Moro e liga Bolsonaro ao caso Marielle

Ex-governador releva que deu "dicas" aos delegados do caso Marielle e diz que o porteiro de Bolsonaro apareceu durante as buscas pelos "mandantes do crime"

Foto: Reprodução/PSC

Jornal GGN – O ex-governador Wilson Witzel revelou em depoimento à CPI da Covid, nesta quarta (16), que deu “dicas”, enquanto “ex-juiz federal”, aos delegados da Polícia Civil do Rio de Janeiro que conduziram o inquérito sobre a morte da ex-vereadora Marielle Franco.

Ele negou ter obtido informações privilegiadas ou acessado o inquérito enquanto governador, mas admitiu que chamou os delegados do caso e perguntou a eles sobre o que já havia sido apurado em relação a “autoria do crime”.

Os delegados responderam que já tinham os executores de Marielle em vista. “Eu disse: ‘não quero saber quem são’ e sugeri que eles encerrassem aquele inquérito”, prendessem os executores, e abrissem uma nova frente para investigar os “mandantes do crime”, comentou Witzel.

Com apenas dois meses de governo Witzel no Rio, os assassinos de Marielle foram presos. “Quando se fez a prisão dos executores da Marielle, deu-se prosseguimento à investigação dos mandantes e chegou-se ao porteiro [de Jair Bolsonaro].”

O porteiro depôs à Polícia Civil afirmando que um dos executores esteve no condomínio onde mora o presidente da República no Rio de Janeiro, no dia da morte de Marielle, e pediu para falar com Bolsonaro.

O escândalo foi revelado pela Rede Globo. Com a repercussão, Carlos Bolsonaro agiu para ficar em posse do material das câmeras de segurança e do registro de entrada no condomínio e das ligações pelo interfone. Preocupado em segurar o governo, Sergio Moro, então ministro da Justiça, interveio e colocou a Polícia Federal para investigar o porteiro, que ficou “apavorado”, segundo Witzel, e retirou o depoimento.

“No meu entender, a testemunha, que foi de fato coagida, ela não quis mais prestar depoimento”, disse Witzel sobre a intimidação promovida por Moro.

À CPI, ele sustentou que passou a sofrer “retaliação” de Bolsonaro, sendo inclusive prejudicado na gestão da pandemia e cassado posteriormente, por ter apoiado as investigações do caso Marielle.

“Meu impeachment foi na sequência de todos esses atos, e a polícia hoje, a investigação hoje, do caso Marielle, caiu em banho maria”, disse Witzel.

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